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Líder da AD diz que avançará com novo aeroporto mesmo sem consenso com PS

O líder da AD acusou hoje o Governo de "falta de coragem" para obrigar a concessionária ANA a fazer obras no atual aeroporto e assegurou que avançará rapidamente com uma nova solução, mesmo sem consenso com PS.

Líder da AD diz que avançará com novo aeroporto mesmo sem consenso com PS
Notícias ao Minuto

16:36 - 20/02/24 por Lusa

Política Eleições

"O meu compromisso é, no início do Governo, pegarmos no resultado final - que ainda não foi entregue - da Comissão Técnica Independente e decidir. Nós vamos decidir, vamos tentar consensualizar com o PS, que será na altura o maior partido da oposição. Se não conseguirmos, nós avançaremos", assegurou Luís Montenegro, num almoço organizado pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP).

Luís Montenegro acusou ainda o atual Governo do PS e, em particular, o ex-ministro das Infraestruturas e atual líder do PS, Pedro Nuno Santos, de ter sido complacente com a empresa que gere os aeroportos, a ANA, recordando que o acordo assinado entre PSD e o executivo previa a realização de obras imediatas no atual aeroporto de Lisboa.

"Nós não rompemos o acordo por uma questão de responsabilidade nacional (...) A ANA está em falta e o Governo está em falta com o país porque não obrigou a ANA a cumprir aquilo a que estava obrigada", disse.

E deixou ainda um recado para os que sugerem haver proximidade entre a atual direção do PSD e o presidente da ANA, o antigo dirigente social-democrata José Luís Arnaut.

"Há até ai alguém que tenta dizer que há uma pessoa ligada ao PSD que está na ANA, a mim não me interessa nada, nem fala comigo. Façam as obras", apelou.

Na mesma intervenção, o líder da Aliança Democrática (coligação que junta PSD, CDS-PP e PPM) prometeu que, se for primeiro-ministro, irá revisitar o atual acordo de rendimentos, considerando que este foi assinado "num contexto de alguma coação sobre os parceiros sociais", poucos dias antes da apresentação do Orçamento do Estado para 2023: "Ou assinam as coisas, ou terão dificuldades acrescidas", sugeriu.

Montenegro disse ter avisado, na altura, que os incumprimentos por parte do Governo -- de que se queixou o líder da CTP, Francisco Calheiros -- não foram, por isso, uma surpresa.

"O meu compromisso é revisitar esse acordo e atualizá-lo", afirmou, admitindo que a questão do banco de horas individual poderá voltar à discussão.

Numa intervenção de 40 minutos, o presidente do PSD reafirmou os compromissos de privatizar a TAP a 100% e revogar as medidas de limitação ao Alojamento Local introduzidas por este Governo.

Sobre a gestão do dossiê TAP, Luís Montenegro considerou-a "mais um exemplo da incompetência e incapacidade" do seu adversário Pedro Nuno Santos.

"Quando ouço o meu principal opoente a dizer que gosta de decidir, que antes feito que perfeito, eu diria que não foi é muito prudente", afirmou, repetindo a acusação de que a gestão política da companhia aérea nos últimos anos "foi um crime político e económico".

Quanto ao seu compromisso para o futuro, reiterou a intenção de privatizar na totalidade a companhia aérea "na base de um caderno de encargos que salvaguarde o interesse estratégico português e possa integrar clausulas que obriguem à manutenção do 'hub' em Lisboa".

[Notícia atualizada às 16h53]

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