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Do "colo" ao PS à "instrumentalização" dos polícias. O debate AD/Chega

Os líderes do Partido Social Democrata (PSD) e do Chega defrontam-se, esta segunda-feira, num debate televisivo para as eleições Legislativas de 10 de março.

Do "colo" ao PS à "instrumentalização" dos polícias. O debate AD/Chega
Notícias ao Minuto

20:56 - 12/02/24 por Notícias ao Minuto

ao minuto Ao Minuto Política Legislativas

Realizou-se, esta segunda-feira, o debate televisivo para as eleições Legislativas de 10 de março que vai colocou frente a frente o presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, e o presidente do Chega, André Ventura.

Entre ataques e acusações de parte a parte, ambos concordaram que o PS "é o principal adversário".

O debate levantou temas como pensões, corrupção e as condições das forças de segurança, mas ficou essencialmente marcado pela disponibilidade de Ventura "para conversar" com o PSD, numa eventual negociação pós-eleitoral, enquanto Montenegro deixou claro que não terá "entendimento político com opiniões xenófobas, racistas e demagógicas".

Fim de acompanhamento

José Miguel Pires | há 2 semanas

Boa noite! Terminamos aqui o acompanhamento AO MINUTO do debate entre os líderes da Aliança Democrática e do Chega para as Eleições Legislativas de 10 de março.

Adversário? "O único é o PS" e o "PSD é adversário do Chega"

Daniela Carrilho | há 2 semanas

Quem é o principal adversário? "O único é o Partido Socialista, alternativa de governo para os próximos anos. O PSD é o adversário do Chega, não tenho nenhum problema de dizer aos portugueses para aproveitar esse período com o sentido de voto. Para mudar de governo, para acabar com caminho de degradação, tem de se concentrar o voto e não desperdiçá-lo naqueles que são a verdadeira alternativa do PS", assume Montenegro.

Perante a insistência de Ventura de que "ficou claro" que o PSD "vai sustentar o Governo do PS", Montenegro respondeu que "quem responde a isso é o próprio PS".

"Mas eu vou discutir isso é com o PS, não é consigo", afirmou, defendendo que só ele e o líder socialista, Pedro Nuno Santos, são candidatos a primeiro-ministro.

"O meu principal adversário é o PS", conclui Ventura

José Miguel Pires | há 2 semanas

"O meu principal adversário é o PS, mas o adversário do sistema são os dois partidos, que há 50 anos representam o mesmo sistema que nos tem inundado", assegurou André Ventura, acusando Montenegro e Pedro Nuno Santos de ser "o rosto de um sistema que temos que combater".

"Se querem que se mantenha tudo igual, votem em Luís Montenegro", concluiu o líder do Chega.

"É de um oportunismo. Não se dá conta da contradição?", atira Montenegro

Daniela Carrilho | há 2 semanas

"É de um oportunismo. Não se dá conta da contradição?", atira Montenegro contra os argumentos de Ventura.

"Tenho de me rir de si, com todo o respeito", afirma ainda.

Pensões? "Fazer equivaler o valor de referência do CSI para 820 euros"

Daniela Carrilho | há 2 semanas

"A nossa proposta é exequível", assume Montenegro. "Fazer equivaler o valor de referência do complemento solidário para idosos para 820 euros. Está estudado e temos meios financeiros para fazer isso", destaca.

Por sua vez, fazer equivaler as pensões mínimas com o salário mínimo é uma medida "que custa 9 mil milhões de euros e não temos dinheiro para isso".

Contudo, Montenegro admite "a hipótese" de fazer equivaler o valor de referência do complemento solidário para idosos ser igual ao salário mínimo nacional. O CSI é um montante que o Estado dá ao pensionista face ao rendimento que tem", explica.

"A proposta de André abarca mais do que isto. Pode ter 300 euros de pensão e depois tem 2 ou 3 mil euros de rendimentos que não são pensão. Nesse caso, [Ventura considera que] o pensionista também deve ter esse acréscimo", acrescenta.

"É preciso ter justiça social, não é só mandar para o ar", conclui.

Montenegro "não se compromete com nada", acusa Ventura

José Miguel Pires | há 2 semanas

O líder do Chega disse ainda que Luís Montenegro "não se compromete com nada", falando dos professores e das forças de segurança. Em resposta, o líder do PSD atirou: "Hoje já disse tudo e o seu contrário".

Ventura acusou ainda o PSD de ter feito "o maior corte de pensões da história", com Montenegro como líder parlamentar, ao que o presidente do PSD respondeu: "É mentira".

"Luís Montenegro não tem nenhum currículo na defesa das pensões", atacou ainda Ventura, acusando o líder do PSD de andar a "enganar" os idosos "há 50 anos".

"Até 2017 você batia palmas a isso", acusou Luís Montenegro, lamentando o "oportunismo".

Ventura quer acelerar "mecanismos de apreensão e confisco de bens"

José Miguel Pires | há 2 semanas

Ventura mostra um documento com as propostas, alega, "que foram copiadas" do programa do Chega.

O líder do Chega argumentou ser preciso "acelerar os mecanismos de apreensão e confisco dos bens de corrupção" para a combater.

Recordando os casos judiciais que envolvem o antigo primeiro-ministro José Sócrates, acusou ainda o PSD de ter sido "cúmplice com este tipo de lei".

Corrupção? "Instrumentos para investigação para que justiça funcione"

Daniela Carrilho | há 2 semanas

No entanto, a questão depara-se com a corrupção em Portugal. "Há muita coisa a fazer. Tirar burocracia no Estado, com um mecanismo de relação mais transparente entre cidadão e as empresas, regulamentar o lobbing, criminalizar o enriquecimento ilícito", afirma Montenegro.

"Há pessoas que estão no terreno que é importante ouvir. O meu compromisso é ter um diálogo direto com a PJ, com a PGR, Conselho Superior da Magistratura" e outras instituições para "ir àquilo que interessa que é ter instrumentos para investigação para que o sistema judicial funcione".

Ventura acusa o PSD de "traição" relativamente às forças de segurança

José Miguel Pires | há 2 semanas

Sobre as polémicas em torno das forças de segurança, Ventura acusou uma "traição" do PSD a esses profissionais. "Os seus governos e os do PS espezinharam estes profissionais", disse.

Montenegro retorquiu, no entanto, recordando que, durante esses Governos do PSD, Ventura era social-democrata, afirmando: "Eu era líder parlamentar e o André Ventura achava que eu devia ser líder" do partido. Em resposta, o líder do Chega retorquiu: "Estaria meio confundido".

Será "a primeira prioridade" de Ventura responder às reivindicações dos agentes da autoridades que se manifestaram nos últimos tempos, defendeu ainda, acusando Montenegro de "querer espezinhar" estes profissionais.

"Para si e para as suas propostas são precisos 25.500 milhões de euros"

Daniela Carrilho | há 2 semanas

"Para si e para as suas propostas são precisos 25.500 milhões de euros", atira Montenegro, dizendo que Ventura está "a falar apenas só para si".

"Há uma instrumentalização das forças de segurança no discurso do Chega"

Daniela Carrilho | há 2 semanas

Sobre a segurança do país, Montenegro afirma que "há uma instrumentalização das forças de segurança no discurso do Chega e de André Ventura".

"Ventura propõe a permissão dos agentes ter filiação partidária e direito à greve. Duas coisas erradas. A filiação partidária é mesmo a tentativa de colocar os partidos políticos dentro das esquadras e dos quartéis da GNR. O direito à greve, no caso dos militares da GNR e das forças armadas, significa que a irresponsabilidade de prometer tudo a todos, com recursos ilimitados, e de em áreas fundamentais de soberania para assegurar a ordem, a proposta do Chega é sindicalizar ainda mais aquilo que é a atividade das forças de segurança.

"Claro que é" uma forma de seduzir as forças de segurança, declara Montenegro, acrescentando que é uma medida "inaceitável".

"O André Ventura é muito decidido, mas a interromper", ironiza ainda o líder social democrata dirigindo-se ao opositor.

Depois de Ventura equiparar os governos do PSD e do PS no tratamento às forças de segurança, o líder da Aliança Democrática (AD) reagiu: "Era quando o André Ventura andava de bandeirinha a defender-nos?", referindo-se à condição de militante do PSD de Ventura até 2018.

E continuou: "Eu era líder parlamentar e o André Ventura achava que eu devia ser líder do partido, lembra-se disso?"

Ventura acusa "irresponsabilidade" da AD nos Açores e pede "convergência"

José Miguel Pires | há 2 semanas

Ventura reitera o exemplo da Madeira, comparando as respostas do PSD à queda do Governo nacional com a resposta à queda do Governo Regional na Madeira.

"Em política, temos que ser coerentes", pediu o líder do Chega.

De seguida, saltou para os Açores, onde pediu "uma convergência à Direita" após as eleições regionais "para afastar os socialistas do poder". Ventura acusou a coligação PSD/CDS/PPM - que venceu sem maioria absoluta - de " tremenda irresponsabilidade".

"Ainda bem que hoje ficou claro que vai sustentar um Governo do PS", ironizou.

"André Ventura vive muito para as sondagens. Vive muito por elas"

Daniela Carrilho | há 2 semanas

"Há vários equívocos do que diz Ventura. É preciso dizer que quem muda muitas vezes de opinião é André Ventura. Sou ponderado a decidir e sei muito bem o que decido e por onde quero ir", atira Montenegro.

Sobre os Açores, Montenegro acusa que "PS e Chega juntaram-se", assumindo que "a AD venceu as eleições" e descarta a subida de eleitores do Chega.

"André Ventura vive muito para as sondagens. Vive muito por elas", salienta Montenegro, dizendo que a campanha está a trazer "a esperança e reconhecimento" do projeto da AD.

Esperança por uma maioria absoluta? "Estou a lutar por ela, falando para todos, não excluindo ninguém. Não indo para o lado da irresponsabilidade do extremismo e radicalismo que se vê a linguagem do Chega, nem irmos para a falta de consistência e credibilidade do PS".

"O Chega terá um dia ocasião, se a AD não tiver maioria absoluta, para se aliar ao PS para inviabilizar a governação, é isso que está em cima da mesa", defendeu Montenegro.

Os únicos parceiros políticos do PSD são os que constituem a AD e, possivelmente, a Iniciativa Liberal, referiu ainda o líder da AD.

"Não há cenário de derrota" da AD, assume Montenegro, que afirma dar respostas aos problemas dos portugueses.

Chega "está como sempre esteve, disponível para conversar" com PSD

José Miguel Pires | há 2 semanas

"O Chega está como sempre esteve, disponível para conversar, e vamos conversar", disse ainda Ventura sobre eventuais negociações com o PSD pós-eleições.

"Se calhar, prefere estar com o PS do que com o Chega, é uma escolha", questionou.

Montenegro "é o idiota útil da Esquerda", diz Ventura

José Miguel Pires | há 2 semanas

André Ventura começa a sua intervenção no debate comentando as suas afirmações de que o PSD é um estilo de "prostituta política", reafirmando-o e recordando o caso da Madeira, onde se alinhou ao PAN.

"Assim o país ficou a saber que Luís Montenegro é incapaz de tomar uma decisão", disse, sobre a resposta que o líder do PSD deu sobre se viabilizaria um governo minoritário do PS, ou não.

Montenegro "não só tem dado o colo e o sustento ao PS" como "recusa dizer o que fará", atacou ainda Ventura.

"O PSD não quer vencer nem modernizar. Está preocupado em continuar a dar lugar ao PS para continuar a governar o país e dar tachos", argumentou, acusando Montenegro de estar a ser "o idiota útil da Esquerda".

AD vai governar "com ou sem maioria absoluta", diz Montenegro

Daniela Carrilho | há 2 semanas

O sorteio ditou que é Luís Montenegro quem começa o debate.

"Governarei se vencer as eleições e não farei nenhum entendimento político com o Chega. Quero aproveitar hoje para deixar isso ainda mais claro", começa por dizer, apontando três razões principais para esta posição..

"Por uma questão de princípio, o PSD não terá um entendimento político com políticas e opiniões populistas, racistas, xenófobas e excessivamente demagógicas", nomeia em primeiro.

Em segundo "por decência política", acusa o líder da AD, lamentando que Ventura tenha dito, ainda no domingo, que o PSD "era uma prostitua política".

"Isto é o grau zero da política, não pactuo com esta linguagem", disse, apontando, como terceira razão, a irresponsabilidade do programa eleitoral do Chega, cujas principais medidas estimou custarem mais de 25 mil milhões de euros.

Se o PS vencer sem maioria absoluta, Montenegro irá viabilizar um governo de Esquerda? O social-democrata afirma que "a candidatura da AD visa ganhar as eleições com ou sem maioria absoluta". "Não vou equacionar mais nenhum cenário", destaca, não respondendo diretamente à questão.

Eis algumas propostas eleitorais do PSD e Chega

Daniela Carrilho | há 2 semanas

Recorde algumas das últimas propostas eleitorais dos partidos PSD e Chega.

PSD

AD propõe Comissão Permanente para Reforma da Justiça

AD propõe Comissão Permanente para Reforma da Justiça

O programa eleitoral da AD propõe a criação de uma Comissão Permanente para a Reforma da Justiça (CPRJ), a funcionar "preferencialmente junto da Assembleia da República", defendendo que "é preciso desgovernamentalizar as escolhas políticas" no setor.

Lusa | 16:37 - 09/02/2024

AD prevê excedente de 0,2% em 2025 e no fim da legislatura se for Governo

AD prevê excedente de 0,2% em 2025 e no fim da legislatura se for Governo

A AD prevê que as suas políticas resultem num excedente de 0,2% no próximo ano e no final da próxima legislatura e um rácio da dívida pública de 80,2% em 2028, segundo o programa eleitoral hoje divulgado.

Lusa | 16:57 - 09/02/2024

Chega

Chega quer aumentar salário mínimo para mil euros até 2026

Chega quer aumentar salário mínimo para mil euros até 2026

O Chega quer aumentar o salário mínimo nacional para os mil euros até 2026 e a criação de um fundo para que o Estado possa ajudar as empresas a suportar este aumento de despesa.

Lusa | 17:25 - 08/02/2024

Chega propõe fim do pagamento do IMI

Chega propõe fim do pagamento do IMI

O Chega propõe, no seu programa eleitoral às eleições legislativas de 10 de março, que os proprietários deixem de pagar IMI, mais benefícios fiscais para os senhorios e crédito bonificado para jovens.

Lusa | 07:21 - 10/02/2024

Para recordar...

Daniela Carrilho | há 2 semanas

Fique a par de algumas das mais recentes declarações de Luís Montenegro e André Ventura:

Luís Montenegro

"Não vale a pena o Chega sonhar com negociação" nos Açores. O líder do PSD desafiou o Chega a decidir se vai respeitar o resultado das eleições regionais dos Açores ou se prefere "ir para os braços do PS", descartando qualquer negociação até à votação do programa do Governo.

Professores? "Nós propomos a recuperação integral do tempo de serviço". Montenegro afirmou que o partido quer "construir um país mais rico" que "dá mais oportunidades", destacando, entre outras questões, a falta de estabilidade da escola pública e acusando o PS de prometer a professores o que não fez no Governo.

André Ventura

Ventura remete para PSD "teste do algodão" sobre futuro político dos Açores. O presidente do Chega reiterou a disponibilidade do seu partido para um acordo de governo nos Açores e considerou que agora o "teste do algodão" é do PSD, atirando a responsabilidade para os sociais-democratas.

O presidente do Chega considera que existe o "risco de uma islamização acelerada da Europa" que também já se sente em Portugal, mas recusa que o partido tenha estado ligado à manifestação de sábado dinamizada pelo neonazi Mário Machado.

Início de cobertura

Daniela Carrilho | há 2 semanas

Boa noite! Damos início a um acompanhamento AO MINUTO do debate entre o presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, e o presidente do Chega, André Ventura.

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