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O apelo "incompreensível" e as memórias da geringonça. O debate BE/CDU

Os líderes do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Comunista Português (PCP) defrontaram-se, este domingo, num debate televisivo para as Eleições Legislativas de 10 de março.

O apelo "incompreensível" e as memórias da geringonça. O debate BE/CDU
Notícias ao Minuto

22:01 - 11/02/24 por Notícias ao Minuto

ao minuto Ao Minuto Política Legislativas

Realizou-se, este domingo, o debate televisivo para as Eleições Legislativas de 10 de março entre a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, e o secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Paulo Raimundo.

Os dois líderes discutiram os problemas da Habitação do país, comentando as medidas propostas esta tarde por Pedro Nuno Santos, considerando que estas "não atacam a raiz do problema" e "não resolvem os problemas de fundo".

Ambos relembraram a geringonça da governação de maioria da Esquerda, em 2015, na sequência do apelo "esfarrapado" de Pedro Nuno Santos a um voto útil no PS e ambos concordaram que a maioria absoluta deste último mandato "deixou o país numa crise política e social".

Contudo, nem tudo os une e há temas que separam estas duas forças da Esquerda, tal como o tema da lei que despenaliza a morte medicamente assistida, na qual os dois partidos divergem - o BE apoia e o PCP votou contra.

Fim de acompanhamento

Daniela Carrilho | há 1 semana

Boa noite! Terminamos aqui o acompanhamento AO MINUTO do debate entre os líderes do BE e do PCP para as Eleições Legislativas de 10 de março.

Eutanásia e Ucrânia dividem Mortágua e Raimundo. "Voto útil é na CDU"

Daniela Carrilho | há 1 semana

A coordenadora do BE apontou hoje a eutanásia e a guerra na Ucrânia como divergências com o PCP, tendo o secretário-geral comunista defendido que "voto útil é na CDU" e que nunca faltará a nenhuma solução pós-eleitoral positiva para Portugal.

Eutanásia e Ucrânia dividem Mortágua e Raimundo. "Voto útil é na CDU"

A coordenadora do BE apontou hoje a eutanásia e a guerra na Ucrânia como divergências com o PCP, tendo o secretário-geral comunista defendido que "voto útil é na CDU" e que nunca faltará a nenhuma solução pós-eleitoral positiva para Portugal.

Lusa | 23:39 - 11/02/2024

PCP destaca "dificuldades profundas" se não se resolver problemas do país

Daniela Carrilho | há 1 semana

"Sem estas vertentes, aumentos salariais, gerais, urgentes para o povo para dar resposta agora, sem respeito e valorização das carreiras e das profissão teremos dificuldades profundas do ponto de vista do funcionamento do país. Em todos os níveis: militares, forças de segurança, médicos, administração pública e privados", termina Raimundo, fechando o debate.

BE defende que é "essencial" uma "auditoria ao Ministério da Defesa"

Daniela Carrilho | há 1 semana

"A Defesa mexe com contratos muito importantes, com importante valor", refere Mortágua, declarando que "tem havido um reforço muito substancial do orçamento da Defesa" e é "preciso muita transferência sobre como Portugal está a gastar esse dinheiro".

"Uma auditoria ao Ministério da Defesa, neste momento, é essencial", reforça.

"As guerras acabam-se com pressão política para a resolução do conflito"

Daniela Carrilho | há 1 semana

Por sua vez, Paulo Raimundo considera que "as forças da paz não vão permitir que nos deparemos de ter de ir para a guerra".

Contudo, destaca uma questão central, é preciso que "os intervenientes da guerra se sentem à mesa para encontrar soluções para a paz" e, enquanto não acontecer, "não vai haver descanso".

"As guerras acabam-se com pressão política para a resolução do conflito", afirma Raimundo, acrescentando que é preciso "cumprir a Constituição da República Portuguesa" para dar "um contributo significativo" para a paz.

Ucrânia? "UE tem de ter uma voz própria de cooperação para a defesa"

Daniela Carrilho | há 1 semana

Sobre o conflito que se vive há dois anos na Ucrânia, após a invasão com a Rússia, de que forma se deve Portugal posicionar?

Mortágua salienta que a "UE tem de ter uma voz própria em matéria geopolítica e de cooperação para a defesa", por isso, os países deviam unir-se militarmente.

"A UE perdeu uma voz própria que era essencial para um caminho para a paz", adianta Mortágua.

Eutanásia? "Levanta dificuldades que podem ter efeitos perversos"

Daniela Carrilho | há 1 semana

No que diz respeito à lei da eutanásia, Raimundo refere que é uma "situação complexa" e acompanham "as preocupações das pessoas".

"Levanta um conjunto de dificuldades e problemas que podem ter efeitos perversos", considera o líder comunista.

BE e PCP têm "percurso de convergência", mas há "divergências"

Daniela Carrilho | há 1 semana

BE e PCP disputam o mesmo eleitorado e agora Mortágua responde à questão de quais é que são as diferenças de fundo entre os dois partidos.

Os dois partidos têm "um percurso de convergência em áreas essenciais" - como a habitação e assuntos laborais - e "com propostas próximas", salientando o acordo assinado na governação à Esquerda de 2015.

"Temos também algumas divergências", assume Mortágua, como o caso "da lei da eutanásia", que o BE apoia e o PCP votou contra, e em situações internacionais como o caso da invasão à Ucrânia, com "considerações diferentes" sobre o conflito.

"Sociedade sem Cultura é mais permeável a onda demagógica e populista"

Daniela Carrilho | há 1 semana

Raimundo salienta ainda o setor da Cultura portuguesa, que não tem enfoque nos debates políticos de nenhum partido.

"Uma sociedade sem Cultura é uma sociedade muito mais permeável a esta onda demagógica e populista que está aí. Fica o apelo para que alguém coloque esse tema na discussão porque é uma questão urgente", afirma.

PCP propõe grande "investimento público para a habitação pública"

Daniela Carrilho | há 1 semana

As propostas do PCP para a Habitação são agora tema para Paulo Raimundo dar resposta. 

"Estas propostas do PS não resolvem os problemas de fundo e deixam de fora, todo o esforço, os fundos imobiliários e a banca", atira o dirigente comunista, propondo um "investimento público de grande fôlego para a habitação pública".

Propostas de Habitação do PS? "Não atacam a raiz do problema"

Daniela Carrilho | há 1 semana

Sobre duas das novas propostas de Pedro Nuno Santos - garantia pública aos créditos à habitação de pessoas de até 40 anos e quem deixa de pagar o empréstimo, o Estado pode fazer um contrato de arrendamento a essa família - Mortágua considera "positivo" ajudar a quem não consegue pagar empréstimo.

"Mas eu quero ver propostas para que os preços das casas baixem e as pessoas consigam pagar o empréstimo. É isso que diferencia o que são propostas de emergência, mas não atacam a raiz dos problemas, que são preços que não param de subir".

PCP "não falha em nenhum momento a tudo o que seja positivo"

Daniela Carrilho | há 1 semana

"A questão da forma não tem grande significado, tem o conteúdo", salienta Raimundo, que afirma não excluir "não falhar em nenhum momento a tudo o que seja positivo e contra tudo o que seja negativo".

"Não dizemos que o PS é igual ao PSD. O problema é onde se assemelham"

Daniela Carrilho | há 1 semana

Paulo Raimundo esclarece que "a sua história fala por si" e que "tudo o que é positivo" contou com o contributo do PCP.

"Não dizemos que o PS é igual ao PSD, ou ao Chega e Iniciativa Liberal. O problema é onde eles se assemelham - como as opções sobre interesses dos grupos económicos", atira Raimundo, destacando a "legislação laboral" - como salários e leis - "tudo o que determina o caminho da vida, PS e PSD estão unidos nesse ponto de vista. É um facto que o PSD nunca faltou à chamada e o PS roubou-lhe as bandeiras".

"Queremos falar a todo o eleitorado que sabe que a Direita é regressão"

Daniela Carrilho | há 1 semana

O BE fez uma proposta pré-eleitoral ao PS, que foi negado. Mantendo esta negociação, o BE estará disposto a negociar depois de 10 de março?

Mariana Mortágua considera que "clareza" antes das eleições, para que não sejam surpreendidas com as medidas pós-eleitorais, algo que tem a ver "com lealdade e transparência aos eleitores".

"Queremos falar a todo o eleitorado que sabe que a Direita é regressão e não tem qualquer tipo de resposta para o país, mas dizendo que temos as respostas" para os problemas da vida das pessoas.

"Um voto útil é na CDU, voto firme no combate à Direita", diz Raimundo

Daniela Carrilho | há 1 semana

Paulo Raimundo começa a sua intervenção por assinalar os 17 anos sobre o referendo de despenalização da a Interrupção Voluntária da Gravidez (IGV) e deixou uma palavra a Odete Santos, que morreu este ano.

"É nas maiorias que se decidirem na AR que se decidem os destinos do país", considera Raimundo, salientando "com muita clareza" que "o voto útil é na CDU, voto de protesto e de soluções, firme no combate à Direita".

"Estamos na fase da chuva de promessas, para mais tarde se justificar porque não se conseguem cumprir", salienta.

"Apelo esfarrapado" a nova maioria absoluta do PS é "espantoso"

Daniela Carrilho | há 1 semana

O sorteio ditou que é Mariana Mortágua quem começa o debate e Paulo Raimundo irá terminar.

Sobre o apelo ao voto útil feito por Pedro Nuno Santos, Mortágua considera que "não se trata de ser deslealdade, é falso".

"A condição para derrotar Direita é uma maioria do PS. É factualmente falso. Em 2015, o PS não teve maioria e houve uma maioria à Esquerda e a força do BE foi um desses partidos. Constituímos uma maioria que derrotou a Direita", refere.

Depois de uma maioria absoluta, que deixou o país "numa crise política e social", "o mesmo apelo esfarrapado" a uma nova maioria absoluta do PS é "espantoso e incompreensível".

Para recordar...

Daniela Carrilho | há 1 semana

Fique a par de algumas das mais recentes declarações de Mariana Mortágua e Paulo Raimundo:

Mariana Mortágua

A coordenadora do BE desafiou o PS para um "encontro de posições", considerando que não haverá maioria absoluta nas próximas legislativas, e defendeu que será uma negociação difícil mas imperativa para vencer a Direita.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, participou no sábado numa manifestação nacional pela Palestina Livre, considerando que "Israel tem de ser travado nesta política de genocídio" na Faixa de Gaza e pediu "um boicote" e "sanções" ao Governo de Israel para que "cumpra a lei internacional".

Paulo Raimundo

O secretário-geral do PCP defendeu um aumento de salários e que nenhum trabalhador deve receber menos de mil euros já em 2024, recusando remeter esta medida para o "dia de são nunca à tarde".

"OE que está em vigor precisa de ser profundamente retificado". Raimundo salientou que o pacote tem como objetivo "responder aos problemas mais prementes que aí estão", tendo defendido que estas medidas "podem e devem ter expressão desde já durante o ano em curso".

Início de cobertura

Daniela Carrilho | há 1 semana

Boa noite! Damos início a um acompanhamento AO MINUTO do debate entre a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, e o secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Paulo Raimundo.

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