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País tem prova "do que é uma maioria e do seu péssimo funcionamento"

Acusando o Executivo do PS de "incompetência" e de "casos nunca explicados", Rui Rocha ressalvou que "a democracia nunca é um problema, é uma solução".

País tem prova "do que é uma maioria e do seu péssimo funcionamento"
Notícias ao Minuto

11:37 - 10/02/24 por Notícias ao Minuto com Lusa

Política IL

O presidente da Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, considerou, este sábado, que “os portugueses têm bem a evidência do que é uma maioria absoluta e do seu péssimo funcionamento”, razão pela qual defendeu que “mais do mesmo já não pode ser”.

“Creio que os portugueses têm bem a evidência do que é uma maioria absoluta e do seu péssimo funcionamento; já nem falo da instabilidade que acabou por levar à queda [do primeiro-ministro] António Costa, mas falo de demissões sucessivas no Governo. Uma pessoa que se demitiu foi precisamente o candidato pelo Partido Socialista, Pedro Nuno Santos”, apontou o liberal, à margem da 37.ª reunião do Conselho Nacional da IL.

Acusando o Executivo do PS de “incompetência” e de “casos nunca explicados”, Rui Rocha ressalvou que “a democracia nunca é um problema, é uma solução”, o que poderá passar “por governos minoritários que representem uma visão diferente do país e que possam mudar, porque essa é a palavra certa neste momento”.

“Mais do mesmo já não pode ser”, complementou.

E salientou: “A característica que marca a visão da IL é ter uma visão completamente diferente da dos outros. Todos os outros partidos têm uma visão mais ou menos estadista, de dependência do Estado, e nós dizemos que queremos uma sociedade civil forte, uma iniciativa privada forte, e o que é preciso é libertar as pessoas, libertar as empresas para trazer crescimento económico para o país e começar a resolver problemas fundamentais que dependem muito do crescimento económico. Não estamos no campeonato das promessas de atirar tudo a todos, estamos no campeonato de mostrar aos portugueses como o país pode ser diferente.”

O responsável considerou ainda que, com os debates partidários, a IL pretende veicular que “nem a solução socialista funciona em Portugal e, portanto, temos de mudar de governo, mas também temos de mudar de país”.

“Outras soluções estatistas e que são muitas vezes completamente fundadas na compra de votos, vazias, sem conteúdo útil, também não são a solução para o país”, disse.

De acordo com a agenda desta 37.ª reunião do Conselho Nacional da IL, os conselheiros vão concluir o debate sobre as legislativas de 10 de março e analisar aos resultados das eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores do último domingo.

Nas eleições regionais dos Açores, a IL conseguiu manter um deputado e teve 2,15%, com 2.482 votos.

Logo na noite de domingo, Rui Rocha sublinhou o "crescimento da Iniciativa Liberal em termos de votação em cerca de 25%", o que classificou como um "resultado positivo, de crescimento".

O líder da IL destacou ainda a "derrota da esquerda" nestas eleições regionais e considerou que caberia à coligação vencedora - PSD/CDS/PPM - "definir qual o caminho que pretendia traçar".

Quanto às legislativas, a IL já apresentou o seu programa eleitoral na semana passada, tendo fixado cinco objetivos para a próxima legislatura: crescimento económico com "menos impostos e mais poder de compra, "menos espera, mais escolha" na saúde, "menos facilitismo e mais exigência" na educação, "menos burocracia e mais casas" para resolver o problema da habitação e "menos complexidade e mais celeridade" na justiça.

Em recente entrevista à agência Lusa, Rui Rocha, que voltará a concorrer pelo círculo eleitoral de Braga, traçou o "objetivo ambicioso de crescer mais de 50%" nas legislativas e justificou a escolha para deputados com o "espírito de equipa, competência e capacidade", desvalorizando as saídas do partido que assegura estar unido.

Nessa mesma entrevista, o líder da IL assegurou que o partido está pronto para integrar um executivo, mesmo que seja minoritário com o PSD, mas não afasta um acordo parlamentar, demarcando-se da "posição rígida" de Luís Montenegro de rejeitar formar governo caso perca as eleições.

Leia Também: Conselho Nacional da IL reúne. Legislativas e Açores na agenda

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