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Assis considera que criaria incompatibilidade ética se continuasse no CES

O cabeça de lista pelo Porto do PS nas próximas eleições, Francisco Assis, considera que criaria uma incompatibilidade ética se continuasse como presidente do Conselho Económico e Social (CES) e não optasse por renunciar a este mandato.

Assis considera que criaria incompatibilidade ética se continuasse no CES
Notícias ao Minuto

13:12 - 26/01/24 por Lusa

Política PS

Hoje, em declarações à agência Lusa, tal como já tinha anunciado ao jornal "Público", Francisco Assis referiu que vai propor como presidente interina do CES a socióloga e sua atual "vice" Sara Falcão Casaca.

"Há um vazio legal nesse domínio, a lei não me obrigava a demitir-me de presidente do CES, mas penso que há uma incompatibilidade ética. Fui eleito e depois reeleito por uma maioria alargada de deputados, mais de dois terços dos deputados. Tive apoio explícito do PS e do PSD, presumindo mesmo que terei tido o apoio de deputados de outros partidos", declarou Francisco Assis à agência Lusa.

Francisco Assis está à frente do CES desde julho de 2020. Na primeira vez, em 2020, foi eleito com votos favoráveis de 170 deputados. Em abril de 2022, foi reeleito para um segundo mandato com 192 votos favoráveis.

O cabeça de lista no Porto pelo PS nas próximas eleições legislativas comunicou formalmente ao presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, a sua decisão de renunciar ao mandato na liderança do CES.

"A partir de segunda-feira, passarei a ser candidato a deputado de um partido, que é o meu, pelo círculo eleitoral do Porto. Entendo que nessas circunstâncias há uma incompatibilidade ética e, como tal, decidi renunciar ao mandato. Vamos ter uma reunião do conselho coordenador do CES, na segunda-feira, e depois, dia 07 de fevereiro, um plenário do CES. Renunciarei a partir de 08 de fevereiro à presidência do CES, depois de cumpridas estas formalidades", referiu.

Em relação ao processo da sua sucessão interina na presidência do CES, o antigo eurodeputado socialista disse que ter falado "com todos os membros do conselho coordenador -- e estão de acordo".

"Vou propor para que, na segunda-feira, fique interinamente como presidente do CES, até à eleição do próximo presidente, pela próxima Assembleia da República, uma das minhas "vices", a professora Sara Falcão Casaca. Tem trabalhado comigo desde que fui para o CES e é uma pessoa em absolutas condições para garantir a continuidade do CES neste período. Sara Falcão Casaca é uma académica, uma cidadã exemplar e com um pensamento sobre as mais diversas áreas socioeconómicas e, como tal, indicada para desempenhar estas funções interinamente", acrescentou.

Sara Falcão Casaca é doutorada em sociologia económica, presidiu à Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e é professora associada do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa.

Leia Também: Francisco Assis renuncia à presidência do CES por ser candidato pelo PS

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