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BE pergunta a deputados PS se há orgulho na herança perante "caos no SNS"

A coordenadora do BE perguntou hoje aos deputados socialistas se há "alguma herança de que se possam orgulhar" perante o "caos na saúde", tendo o Governo assegurado que o SNS "está ao serviço dos portugueses" e com mais atividade.

BE pergunta a deputados PS se há orgulho na herança perante "caos no SNS"
Notícias ao Minuto

16:47 - 07/12/23 por Lusa

Política Bloco de Esquerda

Na abertura da interpelação ao Governo agendada pelo BE para hoje, Mariana Mortágua começou com uma crítica à ausência do ministro da Saúde, Manuel Pizarro, tendo a secretária de Estado da Igualdade e Migrações, Isabel Almeida Rodrigues, explicado que o governante estava no Conselho de Ministros que hoje decorreu no Porto e que acontece sempre às quintas-feiras.

"De norte a sul do país, o Governo puxa as pontas da saúde, mas não consegue esconder que a manta é curta demais, e continua a encolher", criticou a deputada do BE, considerando que são os utentes do SNS quem mais sofre "porque o PS desistiu de um Serviço Nacional de Saúde (SNS) geral, universal, gratuito".

A líder do BE dirigiu-se diretamente aos deputados do PS e perguntou: "há neste caos alguma herança de que se possam orgulhar?".

"A maioria absoluta do PS abandonou o SNS à porta das urgências. É tempo de o salvar", considerou.

A polémica em torno do caso das gémeas luso-brasileiras tratadas no Hospital Santa Maria não ficou de fora da intervenção de Mariana Mortágua, criticando que, à situação difícil que se vive na saúde, se some "a desconfiança sobre um regime de exceções no acesso".

"A investigação determinará se a lei foi ou não cumprida e, neste momento, duas certezas importam. Se houve favorecimento, haverá responsabilização de quem o determinou e se o SNS é garantia de que a mesma qualidade, competência e investimento são igualmente acessíveis a todas as pessoas, pobres ou ricas, influentes ou não", disse.

Em representação da tutela, o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Mestre, garantiu hoje que o SNS "hoje faz mais atividade e está ao serviço dos portugueses", afirmando que já foi feito "um acordo para a atualização das grelhas salariais" dos médicos com um dos sindicatos representativos daqueles profissionais.

"Nós assumimos o compromisso de valorizar os profissionais de saúde. Está traduzido em três ideias muito simples: aumentar o número de profissionais do Serviço Nacional de Saúde, valorizar as remunerações e as carreiras dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde e melhorar as condições de trabalho, porque, melhorando as condições de trabalho, conseguimos reter profissionais, conseguimos atrair mais profissionais", salientou.

De acordo com Ricardo Mestre, o SNS "oferece hoje melhores condições salariais", promovendo "melhores condições de carreira aos vários profissionais".

"Este trabalho que tem sido feito ao longo dos anos permitiu várias medidas muito relevantes para o Serviço Nacional de Saúde", realçou.

Na intervenção inicial, Mariana Mortágua comparou a "lengalenga" que é repetida sobre a saúde àquela que foi ouvida durante três anos sobre a recuperação do tempo de carreira dos professores, ou seja, "não é possível, não há margem orçamental".

"Pois o ministro da Educação, ainda em funções, o mesmo que mandou o PS votar contra as propostas de recuperação do tempo dos professores - porque não era possível e não havia margem orçamental - surgiu ontem [quarta-feira] a dizer que afinal dava, que era tudo conversa e sim, podemos reconhecer o tempo de serviço dos professores", condenou.

Para a líder do BE, "é difícil imaginar pior saída para um ministro irresponsável do que aquela em que, ainda ministro, vem oferecer-se para fazer depois das eleições o que sempre recusou fazer, até à véspera das eleições".

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