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"Quando se olha para eleitorado que deu maioria a PS, o preferido sou eu"

O candidato a secretário-geral do PS Pedro Nuno Santos considerou hoje que as sondagens revelam que é o preferido pelos eleitores socialistas, mas não pela direita, e recusou um "Bloco Central" PS/PSD no Governo ou no parlamento.

"Quando se olha para eleitorado que deu maioria a PS, o preferido sou eu"
Notícias ao Minuto

12:41 - 30/11/23 por Lusa

Política Pedro Nuno Santos

Pedro Nuno Santos assumiu estas posições após entregar a sua moção de estratégia na sede nacional do PS, em Lisboa, depois de confrontado pelos jornalistas com o facto de muitas sondagens indiciarem que o atual ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, é o preferido pelos portugueses para ser candidato socialista a primeiro-ministro.

No entanto, para o ex-ministro das Infraestruturas e da Habitação, é preciso olhar para as sondagens "para lá dos títulos".

"Quando se olha para o eleitorado que deu a maioria absoluta ao PS em 2022, o candidato preferido sou eu. Caso se acrescente no universo dessa sondagem o eleitorado do PSD, da Iniciativa Liberal e do Chega, o resultado é outro, mas isso é compreensível. O eleitorado do PSD, da Iniciativa Liberal e do Chega não gostam de líderes do PS, não votam nos líderes do PS", alegou.

Pedro Nuno Santos afirmou não querer dar maior importância às sondagens do que elas efetivamente têm, mas adiantou que os estudos de opinião mostram que quem está em melhores condições para mobilizar a maioria do povo que vai confiando no PS é a sua candidatura.

Neste contexto, aproveitou para recusar que o ministro da Administração Interna seja o seu principal rival na corrida a sucessão de António Costa na liderança do PS, cujas eleições se realizam nos dias 15 e 16 de dezembro.

"Não tenho de fingir que o José Luís Carneiro não é o meu principal adversário, porque não é de facto. O meu principal adversário é o PSD mesmo na corrida interna [dentro do PS]. O meu foco são os partidos de direita", argumentou, antes de traçar uma linha de demarcação política face à candidatura de José Luís Carneiro.

"Se há candidatura que não fecha nenhuma porta nem ao centro nem à esquerda é a nossa. O que nós dizemos sobre alinhamentos futuros é dito com clareza. Entendemos que é mau qualquer tipo de Bloco Central, seja em forma de Governo, seja ao nível de incidência parlamentar, porque isso é mau para a democracia", sustentou.

Neste ponto, o atual deputado do PS e antigo líder da JS advertiu que a democracia portuguesa "precisa de válvulas de escape, o que implica que os dois partidos, PS e PSD, não estejam comprometidos com a mesma governação, já que isso só iria beneficiar, desde logo, o partido da extrema-direita portuguesa", o Chega.

"Além disso, entre o PS e o PSD, há diferenças significativas em matérias de políticas económicas e sociais. Outra coisa diferente é trabalharmos com o partido de centro-direita para procurar acordos de regime sobre matérias que devem ser partilhadas num amplo consenso, nomeadamente matérias de soberania, de política externa, onde há entendimentos de décadas que devem ser preservados", especificou.

Depois, fez um ataque ao atual estilo de atuação política dos sociais-democratas, acusando-os de radicalização e procurando passar para si uma imagem de diálogo e concertação.

"Nós não fechamos portas e também são claras as preferências do eleitorado socialista quanto a alinhamentos pós-eleitorais. A nossa candidatura é quem está em melhores condições de o fazer. Se alguma coisa caracteriza o meu percurso político, é a capacidade de diálogo e de concertação", declarou, numa alusão ao período em que assumiu as funções de secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares entre 2015 e 2019.

"Esse foi o grande desafio e, posteriormente, com organizações sindicais no meu trabalho como ministro" das Infraestruturas e da Habitação, completou.

Para Pedro Nuno Santos, "radicais são alguns dos problemas que ainda existem em Portugal e que precisam de resposta".

"O debate político não se deve reduzir a uma falsa dicotomia entre radicalismo e moderação, mas sim entre quem tem efetiva capacidade para mobilizar o povo português, tendo em vista resolver os problemas do país. Nos últimos dias, o PSD tem-nos apresentado, não só no congresso, como na Assembleia da República, é uma linguagem radicalizada, extremada, hiperbólica e panfletária", contrapôs.

Na perspetiva do candidato à liderança dos socialistas, o PSD, "em algumas situações, até ultrapassa mesmo o seu parceiro não assumido no parlamento", o Chega.

"Essa linguagem em nada pode aproximar o PSD da moderação. O PSD está numa trajetória de radicalização, tendo como preocupação competir pelo eleitorado de direita com o Chega", acrescentou.

Leia Também: "Problemas sem resposta". PNS elogia Governo, mas quer dar "novo impulso"

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