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"Aqueles que acharam que abalavam a credibilidade do Governo, falharam"

A ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares considerou hoje que falhou quem procurou abalar a confiança do Governo através de casos e da "espuma dos dias", contrapondo que o executivo socialista não se desviou dos objetivos programáticos.

"Aqueles que acharam que abalavam a credibilidade do Governo, falharam"
Notícias ao Minuto

15:15 - 27/06/23 por Lusa

Política Governo

Ana Catarina Mendes falava na sessão de encerramento das Jornadas Parlamentares do PS, no Funchal, num discurso em que também pediu um combate sem tréguas ao racismo e à xenofobia e em que considerou como prioridade a reforma da lei das ordens profissionais, acabando com os estágios de jovens sem direito a qualquer remuneração.

No plano estritamente político, perante os deputados socialistas, a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares sublinhou que "aqueles que apostaram na espuma dos dias, aqueles que acharam que através de um caso ou outro abalavam a credibilidade do Governo e desviavam o foco do Governo, falharam".

"Nós não nos desviamos e continuamos a concretizar os compromissos que assumimos com os portugueses, que nos deram a confiança para gerirmos o país com maioria absoluta" no parlamento, sustentou.

No seu discurso, a ministra fez uma alusão a tentativas de desprestígio do debate parlamentar e destacou o "grupo parlamentar maioritário na Assembleia da República por garantir o respeito pelas instituições e pela diversidade de opiniões".

"Mesmo com a consciência de que somos maioria absoluta, o Governo não está demitido de estar no parlamento a prestar contas e o parlamento não está demitido de fiscalizar a ação do Governo. Ao longo da última sessão legislativa são 175 intervenções em plenário de membros do Governo e 132 presenças de membros do Governo nas comissões parlamentares, além de dezenas de projetos de lei e de resolução aprovados [pelo PS] e que foram provenientes de outros partidos", sustentou.

Estes dados, de acordo com a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, traduzem a conceção do Governo socialista em relação à democracia.

"É a nossa conceção de responsabilidade num quadro de maioria absoluta que os portugueses confiaram há um ano e meio", referiu.

Na sua intervenção, Ana Catarina Mendes referiu que, durante muitos anos, "foi dito que não havia alternativas às políticas de austeridade", depois da crise financeira, os governos socialistas tiveram de responder à pandemia de covid-19 e às consequências da guerra na Ucrânia, que agravou a inflação.

"Disseram mais uma vez que viria o diabo, mas nós respondemos às pessoas com aumentos de salários e das pensões, com maiores apoios às empresas e às famílias. Estabilidade e previsibilidade foram o que os portugueses nos pediram. E só é possível darmos estabilidade e previsibilidade se formos capazes de responder com rigor e responsabilidade perante as exigências do momento", acrescentou.

[Notícia atualizada às 15h47]

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