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"Tragédia portuguesa". Saída de PM deixaria Governo "nas mãos de Medina"

André Ventura reage a possível saída de António Costa para Bruxelas - uma possibilidade que o primeiro-ministro já rejeitou, esta segunda-feira.

"Tragédia portuguesa". Saída de PM deixaria Governo "nas mãos de Medina"
Notícias ao Minuto

13:03 - 26/06/23 por Andrea Pinto

Política André Ventura

André Ventura reagiu esta segunda-feira a uma eventual saída de António Costa para o Conselho Europeu, saída que o primeiro-ministro já veio negar, garantindo que cumprirá o seu mandato ate fim.

O líder do Chega considerou que uma eventual "fuga para Bruxelas" do socialista constitui um ato de "egoísmo, comodismo político e cobardia política".

Para Ventura, "as respostas que Costa deu aumentam e adensam as dúvidas", porque sabe-se que "existe essa vontade e há uma companha em curso para o colocar como presidente do Conselho Europeu".

No discurso que protagonizou esta segunda-feira, André Ventura afirmou ainda que "no atual modelo do Governo - que insiste em não remodelar - uma saída de António Costa deixaria o Governo nas mãos de Medina, o que seria uma tragédia portuguesa".

"Esta tragédia não deve ser alimentada mas desmentida pelo próprio primeiro-ministro e esperemos que o PS tenha oportunidade de o esclarecer", atirou.

Para Ventura, cabe a António Costa "olhar nos olhos dos portugueses" e garanti que não abandonará o lugar que lhe foi garantido pelos portugueses, mesmo que em causa esteja "um lugar mais seguro, mais bem pago ou menos controverso".

"Temos que perder hábito de altos responsáveis aceitarem elevados cargos europeus como forma de fugir às sus responsabilidades", rematou.

Recorde-se que foi notícia o facto de o nome de Costa estar a ser falado nos corredores de Bruxelas como candidato ao Conselho Europeu. Em resposta, António Costa garantiu não estar disponível para vir a ocupar qualquer cargo na União Europeia, depois das eleições de junho de 2024.  

"Eu sou o garante da estabilidade. Já expliquei a todos que não aceitarei uma missão que ponha em causa a estabilidade em Portugal. Alguma vez eu poria em causa a estabilidade que tão dificilmente conquistei?", afirmou ao jornal Público.

Leia Também: Costa em cargo europeu? "Operação de marketing da reabilitação da imagem"

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