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Do institucional à coerência. Os "3 problemas" da ida de Costa à Hungria

Para a ex-líder do BE, a visita de Costa a Budapeste levanta "três problemas": um institucional, um de coerência política e outro sobre a relação do Governo com o país.

Do institucional à coerência. Os "3 problemas" da ida de Costa à Hungria
Notícias ao Minuto

22:49 - 19/06/23 por Notícias ao Minuto

Política Catarina Martins

A ex-líder do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, considerou, esta segunda-feira, que a visita do primeiro-ministro, António Costa, à Hungria para assistir à final da Liga Europa, levanta "três problemas": um institucional, um de coerência política e outro sobre a relação do Governo com o país.

Na ótica da bloquista, segundo explicou no programa 'Linhas Vermelhas' da SIC Notícias, levanta-se um problema institucional "porque é utilizado um meio do Estado para ir ver um jogo privado". "Foi porque lhe apeteceu, não era a Seleção Portuguesa. Não havia nenhuma razão para o primeiro-ministro ir ver aquele jogo", frisou.

Em causa está o facto de António Costa ter feito uma escala em Budapeste, em 31 de maio, quando seguia a caminho da Moldova para a cimeira da Comunidade Política Europeia, sem que o evento tivesse sido colocado em agenda. De acordo com o jornal Observador, o chefe do governo português viajou num Falcon 50 da Força Aérea Portuguesa e assistiu ao jogo na Puskás Arena, ao lado do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

O segundo problema apontado por Catarina Martins prende-se com "a coerência política de António Costa" que "decide estar ao lado de um líder autoritário da extrema-direita da União Europeia, contrariando até o que tem dito sobre a clara separação de que deve haver entre quem acredita na democracia e na extrema-direita".

Por fim, "há um problema da própria relação com o Governo, do primeiro-ministro com o país". "Uma coisa corre mal, ou porque não houve informação, porque se tentou esconder, não se devia ter feito… E depois fica tudo pior porque se faz de conta que não aconteceu", explicou.

"É tudo absolutamente lamentável", frisou.

Após a divulgação da notícia que dava conta da visita de Costa à Hungria, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que tinha sido informado da escala. 

"O primeiro-ministro ia para uma reunião internacional e entendeu que devia dar um abraço a José Mourinho. Ele disse-me 'é um português que está envolvido, vou-lhe dar um abraço, pode ser que dê sorte' e quase ia dando", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

"A Hungria é um estado da União Europeia (UE). [Viktor Orbán] é um primeiro-ministro da União Europeia. Podemos concordar ou discordar dele nas migrações, na política económica e social e em muita coisa, mas faz parte do grupo de países que são nossos aliados naturais na UE", acrescentou o chefe de Estado português, salientando que "francamente" não vê que "politicamente haja qualquer problema específico".

Leia Também: Justificação de Costa por ida a Budapeste? "A situação é muito estranha"

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