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PSD chama Costa: "Tem de mostrar que ainda tem autoridade política"

Em causa estão as mais recentes polémicas que envolvem a TAP e as reuniões 'secretas' de socialistas com a ex-CEO da companhia aérea portuguesa.

PSD chama Costa: "Tem de mostrar que ainda tem autoridade política"
Notícias ao Minuto

12:29 - 29/04/23 por Teresa Banha com Lusa

Política Joaquim Miranda Sarmento

O líder Parlamentar do Partido Social Democrata (PSD), Joaquim Miranda Sarmento comentou, este sábado, a polémica que envolve o ministério das Infraestruturas, e as informações - contraditórias - dadas tanto pelo ministro, João Galamba, como pelo ex-adjunto, Frederico Pinheiro.

"Há um mês que o primeiro-ministro, para além de se esconder atrás dos erros que os seus ministros têm cometido, esconde-se atrás daquilo que é o fim e as conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP. Isso não é aceitável. O que soubemos nos últimos dias, obriga a que o primeiro-ministro venha esclarecer os portugueses [...]. Tem de mostrar ao país que ainda tem autoridade política, coesão interna no Governo e que ainda tem capacidade de governar o seu país", declarou, em conferência de imprensa.

Em declarações aos jornalistas na sede do PSD, em Lisboa, falou ainda especificamente do que se passou ontem, com as informações contraditórias de Galamba e Pinheiro, que considerou de uma "gravidade enorme".

"O senhor primeiro-ministro tem de explicar ao país se foi de facto os serviços de informação e segurança que estão na sua tutela que recuperaram o computador do agora ex-assessor. É que não é compreensível que se tenham chamado os serviço de informação e segurança, que dependem do primeiro-ministro, para recuperar o computador quando um furto normal se recorre à PSP", apontou, pondo em causa se há informação que poderá comprometer o Executivo. "Que segredos é que esse computador tem que justifiquem as chamada dos serviços se informação e segurança?", lançou.

É hoje claro que o ministro das Infraestruturas quis mentir à Comissão Parlamentar de Inquérito e quis ocultar informação ao Parlamento"

O social-democrata sublinhou ainda que António Costa tinha também de explicar aos portugueses "em que estado é que está o Governo. "É hoje claro entre as mensagens que são trocadas entre o ministro das Infraestruturas, João Galamba, e o seu ex-assessor, que o ex-assessor quis mostrar as notas da reunião que foi preparada entre o Grupo Parlamentar do PS e a então CEO da TAP nas vésperas da audição. Quis mostrar essas notas, o ministro impediu que essas notas fossem divulgadas e só depois de um comunicado que refere o nome do assessor é que este entendeu que devia entregar as notas com receio de ser chamado à CPI e ser confrontado com uma mentira", defendeu.

"É hoje claro que o ministro das Infraestruturas quis mentir à Comissão Parlamentar de Inquérito e quis ocultar informação ao Parlamento", acusou, acrescentando que Costa deve esclarecimentos não só sobre o que se passou nos últimos dias, mas sobre todos os "escândalos" que aconteceram nas últimas semanas.

"O assessor claramente que quis entregar essas notas, que foi o ministro que impediu [...]. Quem foi apanhado a tentar mentir à CPI e a ocultar informação foi o ministro das Infraestruturas, João Galamba", reforçou.

É tudo uma trapalhada enorme com informações contraditórias

O responsável social-democrata classificou a situação como "o degradar das instituições", apontando que o chefe de Governo ou tomava uma ação, ou via as instituições a degradar-se "ainda mais". "A autoridade dos ministros fica diminuída".

"É tudo uma trapalhada enorme com informações contraditórias, mas que no final apanham os membros do Governo a faltar à verdade", insistiu, considerando que ou o primeiro-ministro "é muito claro e afirma a sua autoridade ou o país tem um problema muito sério".

Questionado sobre se o PSD está a ponderar uma moção de censura ao Governo, o líder parlamentar do PSD começou por referir que o partido tem "sempre todas as iniciativas legislativas" à disposição. Miranda Sarmento referiu ainda que não é algo que esteja excluído, mas também "não está a ser discutido neste momento".

Para o responsável, os portugueses que tenham memória dos últimos 40 anos não encontram "situações no Governo que atinjam este nível de gravidade e que envolvam ministros e secretário de Estado".

Na sexta-feira, recorde-se, conheceu-se a exoneração de Frederico Pinheiro por "comportamentos incompatíveis com os deveres e responsabilidades" e as suas acusações a João Galamba, já negadas categoricamente pelo ministro das Infraestruturas, de que tinha procurado omitir informação à comissão de inquérito (CPI) à TAP.

O adjunto exonerado do ministro João Galamba, Frederico Pinheiro, acusou o Ministério das Infraestruturas de querer omitir informação à comissão de inquérito à TAP sobre a "reunião preparatória" com a ex-CEO.

Entretanto, em comunicado, o ministro das Infraestruturas negou "categoricamente" as acusações do adjunto exonerado, referindo ainda que, "pelo contrário", "toda a documentação solicitada pela CPI foi integralmente facultada".

[Notícia atualizada às 14h03]

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