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Montenegro pede "apuramento cabal" e "muito rápido" de ataque em Lisboa

O presidente do PSD pediu que seja feito "um apuramento cabal" e "muito rápido" do que se passou hoje no Centro Ismaili, de modo a afastar ligações deste crime a outro tipo de criminalidade violenta e de atividade terrorista.

Montenegro pede "apuramento cabal" e "muito rápido" de ataque em Lisboa

Em declarações à RTP, em Genebra, na Suíça, onde cumpre o último dia de um périplo de quase uma semana pelas comunidades portuguesas em vários países europeus, Luís Montenegro foi questionado sobre a morte de duas pessoas, hoje de manhã no Centro Ismaili em Lisboa, após um ataque com uma arma branca.

O presidente do PSD reiterou, como tinha feito ao final da manhã numa publicação na rede social Twitter, o seu pesar para com as famílias das vítimas e uma palavra de apreço pela prestação da PSP, que "teve uma atuação muito imediata", mas deixou um outro apelo.

"Espero que as autoridades possam ser muito rápidas no apuramento cabal de todos os contornos desta situação, de modo a podermos tranquilizar o povo português no que diz respeito à nossa segurança e a afastar eventuais cenários de uma criminalidade mais violenta e que possa ter algum contacto com qualquer atividade terrorista ou alguma rede terrorista", afirmou.

Montenegro disse desejar sinceramente que não haja esse tipo de ligações com este crime, que classificou de "hediondo e indesculpável", e assegurou não dispor de mais elementos.

"Desejo que esta investigação possa ser muito, muito rápida, temos de colocar todos os meios disponíveis para que isso possa acontecer e, finalmente, haver uma punição exemplar desta ação criminosa, hedionda e indesculpável", disse.

Questionado pelo jornalista da RTP sobre o que pode ter falhado neste caso, o presidente do PSD disse não querer "contribuir para criar qualquer pânico social", mas recusou também desvalorizar o episódio de hoje.

"Desejo que se faça um apuramento muito, muito rápido e cabal destes acontecimentos e que se possam tomar também medidas para diminuir a criminalidade violenta que, infelizmente, tem vindo a aumentar em centros urbanos como Lisboa. Não estou a dizer que as coisas estejam ligadas", ressalvou.

O presidente do PSD salientou que "se há coisa que contribui para a insegurança dos cidadãos é o próprio sentimento de insegurança", que episódios como o de hoje ou de criminalidade violenta podem exacerbar e que, por isso, "devem ser evitados a todo o custo".

O ataque no Centro Ismaili, em Lisboa, fez duas vítimas mortais - duas mulheres na casa dos 20 e dos 40 anos que estavam no interior quando um homem entrou com uma faca.

O suspeito acabou por ser atingido pela polícia, estando internado no Hospital de São José.

Segundo o ministro da Administração Interna, o homem suspeito do ataque de hoje no Centro Ismaili em Lisboa é beneficiário do estatuto de proteção internacional e não era alvo de "qualquer sinalização" pelas autoridades.

"Tudo leva a crer que se trata de um ato isolado", afirmou José Luís Carneiro, acrescentando que as circunstâncias e as motivações do crime estão a ser alvo de investigação, e alertando para a necessidade de "evitar análises precipitadas".

Leia Também: Conferência Episcopal revela "profunda consternação" por ataque em Lisboa

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