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Hungria veta apoio à Ucrânia? Rui Tavares lembra perigo das "autocracias"

Em causa estava um pacote de ajuda no valor de 18 mil milhões de euros destinado a Kyiv.

Hungria veta apoio à Ucrânia? Rui Tavares lembra perigo das "autocracias"

O dirigente do Livre, Rui Tavares, reagiu esta terça-feira à notícia que dá conta de que o governo húngaro bloqueou um acordo que previa a disponibilização, por parte da União Europeia (UE), à Ucrânia de um pacote de ajuda no valor de 18 mil milhões de euros.

"Não por falta de aviso, isto é o que acontece quando não se tem salvaguardas contra autocracias que se desenvolvem dentro da UE", escreveu Rui Tavares, numa publicação na rede social Twitter.

A este propósito, o fundador do partido acrescentou: "Basta um governo autocrático para fazer cumprir as ordens de atores externos que desejem enfraquecer a UE".

Como reporta a Reuters, o ministro húngaro Mihaly Varga, no decorrer de uma reunião dos ministros da Economia e das Finanças do bloco europeu, confirmou a oposição do seu governo a um novo apoio à Ucrânia financiado através de um empréstimo conjunto da UE. Budapeste afirmou, no entanto, que iria prestar ajuda bilateral a Kyiv.

Esta decisão da Hungria em vetar o novo pacote de apoio destinado a Kyiv, que desde 24 de fevereiro tenta combater a invasão de Moscovo sobre o país, obriga assim os Estados-membros do bloco europeu a arranjarem uma alternativa para que a Ucrânia receba os fundos necessários para continuar a defender-se das tropas do Kremlin.

A este propósito, reporta o Politico, a Comissão Europeia prometeu, ainda assim, "disponibilizar a solução necessária à Ucrânia já a partir de janeiro", segundo a informação avançada pelo Comissário do Orçamento da UE, Johannes Hahn, durante a mesma reunião de ministros do bloco europeu.

De acordo com funcionários europeus aqui citados pelo mesmo meio de comunicação social, tal pode implicar algo semelhante à chamada 'cooperação reforçada', uma via legal para evitar vetos. Em causa está uma solução que, no entanto, exigiria aos países da UE que fornecessem garantias orçamentais nacionais - o que, em alguns casos, necessita de aprovação parlamentar, fazendo com que todo o processo fosse ainda mais demorado.

A guerra na Ucrânia, que dura há praticamente 10 meses, provocou a morte de, pelo menos, 6.702 civis, com outros 10.479 a terem ficado feridos, de acordo com os cálculos mais recentes da Organização das Nações Unidas (ONU).

Leia Também: Invasão de campo? Rui Tavares pede respeito por direitos do manifestante

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