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Moedas diz que políticos "têm que dar exemplo de devoção pelo bem comum"

O presidente da Câmara de Lisboa considerou hoje que o 1.º de Dezembro ensinou que a "classe política tem que dar o exemplo de devoção pelo bem comum", não podendo fechar-se "sobre si mesma" ou considerar ser "imune à crítica".

Moedas diz que políticos "têm que dar exemplo de devoção pelo bem comum"
Notícias ao Minuto

12:56 - 01/12/22 por Lusa

Política Restauração da independência

Carlos Moedas discursou esta manhã nas comemorações do 1.º de Dezembro, na Praça dos Restauradores, em Lisboa, uma cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, e da ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, entre outros.

"Foram várias as vezes que esta irresponsabilidade foi predominante na nossa longa história. Foram várias as vezes aquelas em que sabemos que os interesses imediatos se sobrepuseram aos interesses nacionais. Por isso é que o 1º de Dezembro é hoje tão importante", defendeu.

Na opinião do presidente lisboeta, "a grande lição" do dia da Restauração da Independência de Portugal é que "a classe política tem que dar o exemplo de devoção pelo bem comum e de capacidade de liderança".

"Dar o exemplo protegendo as instituições com visão e ambição. Dar o exemplo ouvindo todos", defendeu.

Para Carlos Moedas, deve-se "dar o exemplo no dia-a-dia, perto das pessoas, como tão bem o faz e de forma tão única o nosso Presidente da República".

"A classe política não se pode fechar sobre si mesma ou crer-se imune à crítica. Tem de ouvir mesmo aqueles com os quais não concorda. Tem de ouvir todos", afirmou.

O autarca do PSD considerou que "esta presuntiva imunidade acaba apenas por descredibilizar as instituições".

"E numa democracia moderna, onde todos somos iguais, não podemos cair na condição em que há uns que são mais iguais do que os outros", apelou.

Moedas enfatizou que "se rei fraco faz fraca a forte gente, então também um rei forte ajuda essa gente forte a continuar a ser forte".

Sobre o significado desta data, o presidente da Câmara de Lisboa considerou que esta "significa recuperação da liberdade nacional", ao mesmo tempo que obriga os portugueses a "recuperar a força de vontade para construir o futuro".

"Não nos é pedido que façamos uma proeza grandiosa, como fez o grupo de corajosos portugueses que devolveu ao país a sua independência há 382 anos, mas é-nos exigido que tenhamos uma estratégia de futuro", disse.

Após a cerimónia, a comitiva seguiu, a pé, para o Palácio da Independência, para visitar a exposição "O Diário de Notícias a as Comemorações do 1.º de Dezembro (dos finais da Monarquia à 1.ª República)", tendo no final Marcelo Rebelo de Sousa assinado o livro de honra e feito uma pequena visita às instalações e depois saído, sem prestar declarações aos jornalistas.

[Notícia atualizada às 13h39]

Leia Também: Marcelo agradece a ciganos que "deram a vida pela independência"

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