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Ministro da Saúde "sacudiu água do capote" sobre problemas nas urgências

O PCP acusou hoje o ministro da Saúde de estar a "sacudir a água do capote" e a desresponsabilizar-se ao dizer que os problemas de atendimento nas urgências são um problema de organização dos próprios serviços de saúde.

Ministro da Saúde "sacudiu água do capote" sobre problemas nas urgências
Notícias ao Minuto

17:15 - 29/11/22 por Lusa

Política PCP

Questionado sobre as declarações de Manuel Pizarro, na segunda-feira, o deputado comunista João Dias respondeu, em conferência de imprensa na Assembleia da República, que "é muito fácil haver aqui uma desresponsabilização" da tutela e "achar que é por falta de organização" que há problemas no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O ministro da Saúde reconheceu a existência de dificuldades" e afirmou que o problema de atendimento nas urgências "é crónico".

"É um desafio, mas é um desafio sistémico. Temos em Portugal um problema crónico com as urgências. Temos afluxo excessivo às urgências. A culpa é das pessoas? Não acho que seja. Acho que a responsabilidade é a forma como organizamos o sistema. Temos poucas alternativas", sustentou Manuel Pizarro.

Hoje, João Dias acusou o ministro de "estar a sacudir a água do capote" e apontou a falta de profissionais de saúde como a questão central por detrás dos problemas nas urgências: "É impossível organizar quando não se tem o que organizar."

"Importa que o ministro, que tenta pintar um cenário cor-de-rosa, de uma vez por todas fale de uma forma séria perante os assuntos e não querendo desvalorizar o que é sentido pelos profissionais de saúde, mas também pela população quando acorre aos serviços de urgência", completou.

Na ótica do PCP, o problema nas urgências resulta de "uma opção política" do PS e "que agora se tem agudizado".

O partido apresentou um conjunto de alterações ao Estatuto do SNS e que têm como objetivo acabar com a "promiscuidade entre o privado e público".

Como medida principal, adiantou João Dias, o Estatuto do SNS deveria contemplar a valorização das carreiras e dos salários dos profissionais de saúde, e deveria acabar a "manutenção dos contratos de trabalho individuais", prejudiciais na ótica do PCP para o "desenvolvimento profissional".

A transferência de competências para os municípios na área da saúde é outro flagelo aos olhos dos comunistas que o partido quer ver corrigido, por se tratar de um "empurrar de encargos para as autarquias" que deveriam estar na esfera do Governo e porque vai criar discrepâncias na prestação de cuidados de saúde primários, ao arrepio do "caráter universal do SNS".

Leia Também: Chefes e subchefes da Urgência do Amadora-Sintra apresentam demissão

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