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BE defende que maioria tem de ser pressionada pela luta dos trabalhadores

O deputado do BE José Soeiro juntou-se hoje à concentração convocada pela CGTP-IN, defendendo que "a maioria absoluta tem de ser pressionada a partir de fora", das lutas dos trabalhadores, que antecipa cada vez mais intensas.

BE defende que maioria tem de ser pressionada pela luta dos trabalhadores
Notícias ao Minuto

13:25 - 25/11/22 por Lusa

Política OE2023

"Uma maioria absoluta tem de ser pressionada a partir de fora, dos protestos de rua, de organizações dos trabalhadores, dos movimentos sociais", defendeu José Soeiro em declarações aos jornalistas, sublinhando que "é isso que pode fazer a diferença".

Em solidariedade com a concentração convocada pela CGTP-IN "É urgente valorizar os trabalhadores", em frente à Assembleia da República, José Soeiro disse acreditar "que nas empresas, nos locais de trabalho, vai começar a ser cada vez mais ouvido esse protesto, à medida que as pessoas vão sentido o agravamento das suas condições de vida".

"Há muito boas razões para se fazer ouvir a indignação e creio que as condições de vida mais difíceis somam razões aos protestos e creio que é isso que se exprime hoje aqui, uma chamada de atenção, um protesto, uma indignação pelo facto de estar a ser prometido às pessoas um empobrecimento", sustentou.

Para José Soeiro, o Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) pode ter aprovação garantida "mas é um Orçamento do Estado que não responde aos trabalhadores", porque "todos os preços aumentam mais do que os salários", o que "significa um processo de empobrecimento".

"António Costa compreende o que está em causa, simplesmente faz uma escolha de comprimir salários, ao mesmo que, por exemplo, acordou com os patrões uma série de benefícios fiscais às empresas que são os descontos no IRS, ao mesmo tempo que os trabalhadores se veem aflitos em chegar ao fim do mês, e isso, do nosso ponto de vista, é aumentar as desigualdades, agravar o desequilíbrio que existe entre o capital e o trabalho", argumentou.

Sublinhando que "alguns setores da economia estão a ter aumento de lucros como nunca tiveram", o BE defende que "era possível um aumento muito mais significativo do salário mínimo e garantir que nenhum salário perdia poder de comprar e tomar como referencia mínima que se atualizassem os salários pelo valor da inflação".

A CGTP-IN realiza hoje uma concentração junto à Assembleia da República contra o aumento do custo de vida, no dia em que é votado na globalidade o Orçamento do Estado para 2023.

Na ação sob o lema: "Mais salário! Melhores pensões! | Contra o aumento do custo de vida e o ataque aos direitos | Investir nos serviços públicos", a central sindical alerta para a necessidade de resposta aos problemas dos trabalhadores e do país, em luta pelo aumento dos salários e pensões para repor e melhorar o poder de compra.

A concentração decorre no último dia de votação das cerca de 1.800 propostas de alteração apresentadas, que culminará com a votação final global do documento.

Leia Também: PS muda voto e aprova proposta do BE que aperta regras de isenção do IMT

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