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Livre quer Parlamento a condenar violações dos direitos humanos no Qatar

Rui Tavares, deputado único do Livre, aponta o dedo às "inúmeras violações de direitos humanos no país" denunciadas por várias organizações humanitárias.

Livre quer Parlamento a condenar violações dos direitos humanos no Qatar

O deputado único do Livre, Rui Tavares, deu entrada na Assembleia da República (AR), na terça-feira, a um projeto de resolução que prevê a "condenação das violações dos direitos humanos no Qatar e na organização do Mundial 2022 de futebol".

Condenar, "com veemência", as violações de direitos humanos que ocorreram no Qatar, em particular as cometidas no âmbito da organização do Mundial 2022, não se fazer representar no Mundial 2022 e utilizar publicidade institucional para realizar "uma campanha publicitária positiva e inclusiva que apela ao fim do preconceito e discriminação na prática do desporto" são as exigências de Rui Tavares para o Executivo de António Costa.

Já à AR, o deputado único pede que a mesma também não se faça representar no evento desportivo, além de enviar uma mensagem à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a instar a FPF a "tomar uma posição pública contra o historial de violação de direitos humanos no Qatar, no âmbito da realização do Mundial 2022".

Isto apenas dias depois de ter sido anunciado que tanto o primeiro-ministro, António Costa, como o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, marcarão presença no Mundial de 2022.

No documento, o deputado único faz questão de realçar que "desde que foi anunciado que o Qatar acolheria o torneio, várias organizações humanitárias têm denunciado, de forma veemente, as inúmeras violações de direitos humanos no país, em especial os direitos dos trabalhadores migrantes que foram contratados para construir os estádios e infraestruturas". O próprio país revelou ter contratado cerca de dois milhões de trabalhadores, a maioria oriunda de países como o Bangladesh, Filipinas, Nepal e Índia, estando, acusa Tavares, "grande parte deles sujeitos a exploração laboral".

Para lá da alegada exploração laboral, que foi exponenciada por uma reportagem do jornal britânico The Guardian de 2021, que dava conta de que pelo menos 6.500 destes trabalhadores teriam morrido durante a preparação para o Mundial 2022, Rui Tavares realça também desigualdades de género, e a "total discriminação e violência contra a comunidade LGBTQI+" que é "clara" nas leis do Qatar.

O Campeonato do Mundo de futebol de 2022 arranca no próximo dia 20 de novembro, no Qatar, que obrigou a FIFA a mudar ineditamente o calendário deste evento desportivo, que costuma ser no verão. As altas temperaturas que se registam neste país do Médio Oriente obrigaram a esta mudança.

Leia Também: Lotação esgotada para o Portugal-Nigéria antes do Mundial do Qatar

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