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Costa teve um "comportamento democraticamente lamentável", diz Montenegro

Em causa está a criação do princípio de acordo entre Portugal, Espanha e França para as interconexões energéticas europeias.

Costa teve um "comportamento democraticamente lamentável", diz Montenegro
Notícias ao Minuto

20:00 - 24/10/22 por Notícias ao Minuto com Lusa

Política Gasoduto

O presidente do PSD, Luís Montenegro, falou aos jornalistas, na tarde desta segunda-feira, sobre as interconexões energéticas entre Portugal, Espanha e França. No seu discurso deixou críticas ao primeiro-ministro António Costa sobre as decisões tomadas a propósito da criação do gasoduto.

Luís Montenegro salientou que o “PSD não assinaria este acordo nos termos em que foi anunciado”, considerando "democraticamente lamentável" a forma como António Costa respondeu ao seu partido sobre este tema.

"Dirigiu-se ao PSD num tom que vem no encalço do uso e abuso da maioria absoluta, como que não dando à oposição legitimidade para criticar e sujeitar o Governo ao escrutínio que é devido", criticou Luís Montenegro.

O líder do PSD referiu que o "senhor primeiro-ministro apareceu com ar triunfalista", quando exibiu o acordo "de uma proposta de gasoduto para gás natural e, futuramente, para a hipotética utilização de hidrogénio verde".

"[António Costa] não respondeu àquele que é o interesse estratégico, que é essencial para Portugal, que é garantir as interligações elétricas, nomeadamente aquelas que estão já acertadas com França, Espanha, com a Comissão Europeia e com o Banco Europeu de Investimento. Este acordo apenas garante a construção do gasoduto, com um percurso diferente do que inicialmente estava previsto, mas não vai ao cerne daquele que é o interesse de Portugal”, refere Luís Montenegro.

O presidente dos sociais-democratas deixou, por fim, um apelo a António Costa para que aceite o debate de urgência no parlamento e que será decidido amanhã, terça-feira, numa conferência de líderes extraordinária.

Recorde-se que o primeiro-ministro se manifestou perplexo com as críticas do PSD ao princípio de acordo entre Portugal, Espanha e França para as interconexões energéticas europeias e acusou o dirigente social-democrata Paulo Rangel - que no fim de semana disse que o acordo é "mau e prejudicial" ao interesse de Portugal - de nada perceber do assunto.

António Costa, Pedro Sánchez e Emmanuel Macron decidiram esta quinta-feira avançar com um "Corredor de Energia Verde", por mar, entre Barcelona e Marselha (BarMar) em detrimento de uma travessia pelos Pirenéus (MidCat).

O calendário, as fontes de financiamento e os custos relativos à execução do corredor verde BarMar serão debatidos num novo encontro a três em dezembro, em Alicante, Espanha.

De acordo com o texto acordado, a que a Lusa teve acesso, os ministros da Energia dos três países -- que também estiveram presentes na reunião -- irão começar imediatamente o trabalho preparatório para avançar com o BarMar e também sobre o reforço das interligações elétricas entre Espanha e França, "em ligação estreita com a Comissão Europeia".

Os dois primeiros-ministros ibéricos e o Presidente francês acordaram ainda na necessidade de "concluir as futuras interligações de gás renovável entre Portugal e Espanha, nomeadamente a ligação de Celorico da Beira e Zamora (CelZa)".

As infraestruturas que serão criadas para a distribuição de hidrogénio "deverão ser tecnicamente adaptadas para transportar outros gases renováveis, bem como uma proporção limitada de gás natural como fonte temporária e transitória de energia".

António Costa considerou que o acordo permite "ultrapassar um bloqueio histórico" relativamente às interconexões ibéricas para gás e eletricidade.

Leia Também: PSD quer Costa no Parlamento para falar sobre as interconexões ibéricas

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