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Bloco diz que Governo faz "políticas de favor" às petrolíferas

 A líder do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, disse hoje que o combate à inflação exige políticas que não sejam de favor às petrolíferas, pelo contrário têm de passar por cobrar o que andam a ganhar a mais.

Bloco  diz que Governo faz "políticas de favor" às petrolíferas
Notícias ao Minuto

14:56 - 24/09/22 por Lusa

Política Combustíveis

"O BE sabe que a resposta à inflação, como a resposta à crise climática, exige uma política que continue a não ser de favor para as petrolíferas e que, pelo contrário, possa cobrar pelo que andam a ganhar a mais para apoiar os setores que mais precisam de apoio", defendeu.

Catarina Martins falava aos jornalistas à margem de uma visita ao Mercado dos Produtores de Viseu, a propósito das queixas que ouviu sobre os "elevados preços" dos combustíveis e dos fertilizantes usados na agricultura.

"Não se pense que é um problema de outros países. António Guterres falava dos biliões de lucros das grandes petrolíferas, mas eu lembro que em Portugal, no último semestre, a Galp apresentou mais de 153% de lucros num semestre", apontou.

A líder bloquista lembrou as palavras, esta semana, do secretário-geral da ONU, António Guterres, que dizia que "as petrolíferas têm ganhado dinheiro como nunca e estão a fazê-lo à conta de um povo e dos povos que empobrecem e estão a fazê-lo à conta do planeta".

"E apelava à tributação dos lucros excessivos para que o que fosse tributado desses lucros excessivos servisse para apoiar as populações que mais sofrem com os aumentos dos preços e servisse também para fazer os investimentos necessários, as mudanças necessárias, face à transição climática", destacou.

Neste sentido, disse que "a inflação não é um problema para todos, há uns poucos que estão a ganhar muito" e, por isso, defendeu que "fazer a taxação dos lucros excessivos para apoiar quem está a sofrer tanto é uma urgência".

"E o Governo é um dos que mais nega a evidência de ser necessário de colocar as petrolíferas no sítio", acusou Catarina Martins enquanto destacava a notícia, esta sexta-feira, do "excedente orçamental no primeiro semestre" do ano.

A dirigente sublinhou que "o país não tem défice" uma vez que "teve excedente no primeiro semestre do ano, enquanto quem vive do seu trabalho está aflito a contar os tostões para comprar os bens básicos de que precisa para por à mesa".

"Enquanto as escolas não têm condições, enquanto falta tudo na saúde, o país teve excedente. É uma resposta à crise feita pelo empobrecimento dos serviços públicos e de quem vive do seu trabalho", apontou a bloquista.

Catarina Martins disse ainda que tudo isto acontece "num cenário de acordo entre o PS e a direita" o que, reconheceu, "não é um cenário novo, mas é um cenário a que Portugal não se pode resignar".

"Não podemos aceitar que haja gente a fazer tantos lucros com a crise, que as contas públicas estejam até a engrossar com a inflação e ao mesmo tempo os salários fiquem estagnados, que as pensões não tenham o aumento que deviam ter, falte tudo nos hospitais, falte tudo nas escolas", defendeu.

Ou seja, acrescentou, "este é um projeto que ataca Portugal e é preciso, naturalmente, pautar por uma outra forma de responder à crise" que no seu entender "é possível e esse é o caminho" pelo qual o BE lutará "incansavelmente".

Leia Também: BE afirma que novo executivo no SNS "não muda nada" na Saúde

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