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"Neste Governo dos despachos, quem merece ser despachado é o Governo"

Ao lado de Passos Coelho, Montenegro não poupou elogios ao ex primeiro-ministro, não poupando igualmente nas críticas ao Governo. Anunciou ainda um programa de emergência social.

"Neste Governo dos despachos, quem merece ser despachado é o Governo"

Montenegro estreou-se nos discursos na festa no Pontal, esta noite, em Quarteira, naquele que foi um ataque direto a António Costa, Pedro Nuno Santos, Medina, e outros. 

Cumprimentando os presentes na sala, destacou a presença de Pedro Passos Coelho naquele lugar, cinco anos depois, sendo a última esta ali ainda como líder do partido. 

Antecipando "o papão do 'Passismo' e o regresso de Passos Coelho", garantiu ter "honra e orgulho" em ter estado ao lado do ex-líder. "Foste um grande primeiro-ministro", sublinhou, não poupando elogios. 

"Vivemos um tempo em que o país precisa muito de nós. É por isso também muito importante para mim saber que somos capazes de nos reunir, de nos reencontrar, e de nos abrirmos à sociedade", disse, iniciando discurso.  

Acusando este Governo de ser "igual aos dois anteriores", diz que o "velho Governo socialista está a empobrecer Portugal". No seu discurso, alegou que o PS da maioria absoluta não tem "diferença" do PS da geringonça. "O problema da falta de transformação em Portugal estava e está no Partido Socialista", afirmou. 

"A vida das pessoas está cada vez mais difícil, o país está a empobrecer", diz, frisando que mesmo antes da inflação, o país já caía para "a cauda da Europa". 

Assegurando que o PSD está empenhado em construir alternativa ao Governo, declara querer dar a Portugal resultados e oportunidades bem maiores. "Vamos fazer isso nos próximos anos. Vamos fazer o que compete aos partidos da oposição: escrutinar o Governo".

Não há ninguém no Governo que assuma a responsabilidade."

Luís Montenegro voltou ao caso do aeroporto para a atacar o PS, referindo que o caso "parece mentira". “Nós não temos uma oposição de casos. Temos é um Governo de casos. Há o caso do aeroporto. Parece mentira, mas aconteceu: o ministro escreve no Diário da República e apareceu o primeiro-ministro a dizer que não sabia nada.”

Revisitou ainda o caso Endesa, apelidando o despacho do Governo como uma "vergonha". "Neste governo dos despachos quem está a merecer ser despachado é o próprio Governo, o primeiro-ministro e os membros do Governo. Não há ninguém no Governo que assuma a responsabilidade", disse.

Não faltou também o tema da semana, a contratação de Sérgio Figueiredo, antigo diretor de informação da TVI, por parte de Fernando Medina: “Estamos há quase uma semana para saber o que é que o Governo pensa disto. O único membro do Governo que falou sobre isto foi o Primeiro-ministro para dizer que não era nada com ele. É quase anedótico. É gravíssimo.”

PSD propõe programa de emergência social

Montenegro voltou a acusar o Executivo socialista de estar a “ganhar” com a crise inflacionista, referindo que o que era “moral” era devolver às famílias e às empresas o excedente que o Estado está a ter.

Por fim, falando num programa de emergência social, assegurou que o PSD vai propor atribuir de setembro a dezembro, um vale alimentar de 40 euros a pensionistas que têm pensões até 1.097 euros, mas atribuir também vale alimentar a quem está na vida ativa mas tem rendimento inferior ao mesmo valor- 1.097 euros.

Outra das propostas é a redução do IRS "a executar já nas taxas de redução na fonte dos últimos quatro meses do ano", depois com acerto na declaração anual. Montenegro anunciou ainda mais 10 euros adicionais a todas as crianças e jovens que recebem abono de família - durante quatro meses, bem como linhas de apoio a pequenas e médias empresas. 

Leia Também: Passos Coelho pode estar a preparar-se para voltar à vida política

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