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Cidadania. PS e BE apontam visão do IL como "infantil" e "conservadora"

Iniciativa Liberal defende, nas redes sociais, que o "Estado não é dono das crianças", uma afirmação que valeu críticas tanto por parte de Isabel Moreira como de Mariana Mortágua.

Cidadania. PS e BE apontam visão do IL como "infantil" e "conservadora"
Notícias ao Minuto

16:29 - 05/07/22 por Notícias ao Minuto

Política Cidadania

As deputadas Isabel Moreira e Mariana Mortágua, do Partido Socialista (PS) e Bloco de Esquerda (BE), respetivamente, reagiram de forma crítica, nas redes sociais, a uma publicação da Iniciativa Liberal (IL) que se posiciona contra a notícia avançada na segunda-feira sobre os dois alunos de Vila Nova de Famalicão proibidos pelos pais de frequentarem a disciplina de Cidadania. 

Recorde-se que o Ministério Público (MP) quer que os dois alunos sejam colocados à guarda da escola "durante o período escolar", justificando ser a única medida "que se apresenta como do superior interesse dos jovens e com potencial a, definitivamente, afastar situação de perigo existencial dos mesmos".

Nas redes sociais, a IL defendeu que o "Estado não é dono das crianças" e avançou, até, que "quem devia frequentar uma disciplina de cidadania é o Ministério Público".

As reações não se fizeram esperar. A deputada do BE Joana Mortágua comentou que o argumento "o Estado não é dono das crianças" é, na sua opinião, "o mais velho do conservadorismo para impedir coisas como as escolas mistas ou a educação para os direitos humanos".

A bloquista questionou ainda se esta atitude "será liberalismo" ou "será fascismo", respondendo: "Direita é certamente".

Também Isabel Moreira se manifestou publicamente, reagindo à mesma publicação. No entender da socialista, "os valores constitucionais" estão acima das "opções ideológicas dos pais". "Amanhã decido que não gosto do programa de história e o Estado que vá fazendo 'escolinhas' publicas de acordo com as opções ideológicas dos pais e não de acordo com os valores constitucionais", ironizou.

Sublinhe-se que o Tribunal de Família e Menores de Vila Nova de Famalicão adiou hoje a audição das testemunhas no processo de promoção e proteção de dois alunos proibidos pelos pais de frequentarem a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Relativamente à realização da audiência, ainda não à data, contudo o advogado da família em causa, João Pacheco de Amorim, admitiu que poderá ser "lá para setembro ou outubro".

Leia Também: Europa tem de encontrar alternativas à detenção de crianças refugiadas

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