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Aeroporto. "Grande reforço" para Costa apesar de "fragilidade" no Governo

Francisco Louçã falou sobre "novela" em torno do novo aeroporto de Lisboa.

Aeroporto. "Grande reforço" para Costa apesar de "fragilidade" no Governo

Francisco Louçã abordou, esta sexta-feira, a polémica em torno do novo aeroporto de Lisboa e considerou que "no jogo político", apesar da tensão "perigosa" gerada no Governo, o primeiro-ministro, António Costa, "ganhou tudo a curto prazo", num momento de "grande reforço" da sua posição.

Contudo, o antigo líder bloquista entende que o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, quis marcar uma posição política e espera "recuperar alguma coisa a longo prazo", tendo ganhado, nomeadamente, grande apoio por parte do setor do Turismo.

No seu habitual espaço de comentário na SIC Notícias, Louçã começou por descrever esta polémica como "uma verdadeira novela", num momento em que o Governo socialista completava três meses da sua tomada de posse.

O economista admite que "o timming" escolhido por Pedro Nuno Santos foi o "pior possível", mas que o ministro pretendia fazer uma afirmação de uma obra que é  "determinante" para o seu mandato.

"O ministro escolheu um timming de apresentação de longo prazo que era o pior possível. Tanto porque o primeiro-ministro tinha indicado que queria algum acordo com o PSD (...) mas sobretudo porque, estando o primeiro-ministro no estrangeiro, o risco de dissonância ganhava uma outra leitura. O momento era um momento arriscadíssimo para uma decisão que o ministro tomou", notou.

O comentador entende que para o ministro esta era a "resolução de um velho problema", querendo assim marcar "uma posição política forte". "Pedro Nuno Santos também sabe que qualquer iniciativa que tome pode ser lida do ponto de vista de uma longa colaboração e tensão com o primeiro-ministro, para o qual é o principal candidato à sucessão. Não se vislumbram aliás outros. Só que, começamos um mandato de quatro anos e meio, com maioria absoluta, e, portanto, todos estes dados podem mudar, o que significa que uma tensão no Governo hoje é perigosa", destacou.

Para Louçã, este foi um momento de "grande reforço" para Costa. 

"É claro que para o primeiro-ministro, segundo protagonista desta telenovela, isto é um momento de grande reforço, apesar da fragilidade a que o Governo se submeteu", disse. "Quando no dia seguinte [Costa] dá por encerrado o episódio, fá-lo da forma mais pesada sobre Pedro Nuno Santos, para marcar bem a distância e hierarquia", acrescentou.

"Houve um grande ataque a Pedro Nuno Santos que é muito compreensível. Por um lado por partes dos setores do PS, que querem diminuir a sua posição, que é forte na vida do PS. (…) e naturalmente a direita também", notou.

Ainda assim, o comentador entende que este é um caso que se "desvanece", uma vez que Pedro Nuno Santos é ministro e continuará a sê-lo" e, por outro lado, ganhou " grande apoio, entre o setor do Turismo, que está muito interessado numa solução do novo aeroporto".

"No jogo político António Costa ganhou tudo a curto prazo, Pedro Nuno Santos espera recuperar alguma coisa a longo prazo e tem uma força política própria para isso", completou.

Leia Também: Governo do PS já devia ter "resolvido o problema" do aeroporto

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