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Moreira da Silva após derrota: "Sabia ao que vinha"

O candidato perdeu com 27% dos votos.

Moreira da Silva após derrota: "Sabia ao que vinha"

Jorge Moreira da Silva discursou, este sábado, logo após a sua derrota ter sido oficializada pelo presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do Partido Social Democrata (PSD).

O candidato, que perdeu com 27% dos votos, começou por dizer que "sabia ao que vinha", logo após felicitar Luís Montenegro pela "vitória expressiva". "Faço votos para que tenha êxito. O seu êxito será o nosso êxito", rematou.

Durante o seu discurso, em Famalicão, o antigo ministro rejeitou a ideia de não se recandidatar no futuro. "Isso seria obviamente um disparate", afirmou, durante a ronda de questões feitas por jornalistas. 

Moreira da Silva adiantou que não se arrepende de ter deixado o cargo na OCDE para apresentar a sua candidatura à liderança do partido, a cinco semanas das eleições. "Eu sabia ao que vinha. Quando me demiti [sabia] que o contexto era adverso", reforçou.

"Não me perdoaria se, tendo pensado o país, por tática ou por prudência, mantivesse o plano no bolso, à espera que me fossem buscar a Paris com a chave da São Caetano à Lapa [sede do PSD] na mão, isso não existe em política", referiu.

Lembrando ainda que nenhuma estrutura distrital lhe declarou apoio durante a sua campanha eleitoral, Moreira da Silva deixou agradecimentos às Mulheres Sociais Democratas, grupo que o apoiou.

O ex-secretário de Estado no governo de Passos Coelhos considerou ainda que a sua campanha se focou na qualificação da democracia, mas também na dignificação dos militantes. "Procurou e julgo que cumpriu", afirmou.

O candidato derrotado, que considerou que, "aos 51 anos", descartar a hipótese de voltar a candidatar-se seria "um disparate", não deixou de citar Francisco Sá Carneiro, quando falou das probabilidades que tinha em ganhar. "A política sem risco é uma chatice, e sem ética é uma vergonha", citou. 

Ainda sobre a sua candidatura, Moreira da Silva disse que "não queria que ninguém fosse ao engano" e que foi por isso que a sua moção, de 17 páginas, foi apresentada. "Avançava no pressuposto de que era preciso refundar o partido", mas também modernizá-lo, "tornando-o orientado por causas".

O social-democrata garantiu aos militantes que poderão "contar" com ele, assim como lamentou a "reiterada indisponibilidade" para a realização de debates por parte de Luís Montenegro, eleito este sábado líder do PSD.

"Contribuirei para a unidade do PSD", garantiu, sublinhando, no entanto, que não abdicará do seu plano para Portugal. "Não desisti de Portugal. Não me conformo nem resigno com definhamento, nem com um país que tem tudo para vencer" e que vê o seu destino "permanentemente adiado".

"Os militantes do PSD podem continuar a contar comigo. Eu não tenho feito nada para andar na guerrilha, nem na beligerância, contribuirei agora para a unidade do PSD e, tanto eu como os meus apoiantes, daremos todas condições ao doutor Luís Montenegro para liderar o PSD com a sua moção e a sua equipa", afirmou.

O candidato derrotado fez ainda suspense sobre a possibilidade de apresentar uma lista ao Conselho Nacional alternativa à da direção. "Ora aí está uma coisa que vão ter de esperar pelo Congresso para eu responder, ainda não tenho resposta para todas as perguntas", rematou.

[Notícia atualizada às 23h10]

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