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CML. BE exige "estudo fundamentado" sobre alteração da Almirante Reis

O BE na Câmara de Lisboa entregou hoje uma proposta para obrigar o presidente do executivo camarário, Carlos Moedas (PSD), a apresentar um estudo fundamentado sobre as vantagens de alterar a ciclovia da avenida Almirante Reis.

CML. BE exige "estudo fundamentado" sobre alteração da Almirante Reis
Notícias ao Minuto

18:52 - 10/05/22 por Lusa

Política Almirante Reis

"Não nos parece razoável que seja feita uma alteração sem que haja um estudo que justifique as opções tomadas", afirmou a vereadora única do BE, Beatriz Gomes Dias, manifestando preocupação relativamente à proposta de solução temporária para a ciclovia da avenida Almirante Reis, anunciada em 30 de março pelo presidente da Câmara de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, Beatriz Gomes Dias considerou que a proposta de Carlos Moedas de uma ciclovia bidirecional no sentido descendente, retirando a via ciclável do sentido ascendente e colocando duas faixas para automóveis, "é contrária" aos compromissos assumidos pelo executivo camarário relativamente à redução da emissão de gases com efeitos de estufa, uma vez que aumenta as vias para a circulação automóvel.

"É preciso ser consequente com os documentos que são aprovados e com este compromisso de redução de gases com efeito de estufa, de estímulo à mobilidade suave ou mobilidade ativa e de alterar o paradigma que coloca o carro no centro da mobilidade da cidade", afirmou a vereadora do BE, defendendo que a mobilidade deve dar prioridade aos peões, aos transportes públicos e aos utilizadores de bicicleta.

"É esse o caminho que nós devemos fazer e não recuos como esta proposta, na nossa opinião, é", salientou.

A proposta do BE para apresentação de "um projeto de alteração fundamentado" para a ciclovia da avenida Almirante Reis é também subscrita pelo vereador do Livre, Rui Tavares, e pela independente do Cidadãos por Lisboa, Paula Marques (eleita pela coligação PS/Livre), tendo sido articulada "com todas as forças políticas da oposição" na Câmara de Lisboa, inclusive PS e PCP.

"Temos expectativas muito positivas relativamente à aprovação da proposta", indicou Beatriz Gomes Dias, esperando que sejam cumpridos os prazos definidos no regimento da Câmara Municipal de Lisboa para o seu agendamento.

De acordo com o regimento, "a ordem do dia de cada reunião é estabelecida pelo presidente da câmara, devendo as propostas de inclusão na ordem de trabalhos ser apresentadas pelos vereadores ao presidente da câmara com a antecedência mínima de seis dias relativamente à data da reunião, devendo estas ser incluídas até à segunda reunião após a sua apresentação, sob pena de ficarem automaticamente agendadas para a terceira reunião após a sua apresentação".

Além da preocupação pela falta de dados que sustentem à solução apresentada por Carlos Moedas, inclusive relatórios dos bombeiros, do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e da polícia, a vereadora do BE referiu que a opção agora assumida "já tinha sido ensaiada" pelo anterior executivo, mas foi abandonada "porque revelou-se inadequada e perigosa".

"É fundamental que seja feito um estudo que apoie esta decisão, quer seja a decisão do presidente, que mostre inequivocamente que a escolha que está a implementar [...] é a melhor opção para o trânsito no local, para a circulação de bicicletas, que é a melhor opção de segurança, de redução de emissão de gases, portanto, que é melhor opção para a mobilidade", reforçou a bloquista.

Um dos oito pontos da proposta do BE, Livre e independente Paula Marques sugere que a câmara, antes de qualquer alteração na configuração do perfil da avenida Almirante Reis, deve publicar no 'site' do município o projeto de alteração fundamentado para a ciclovia desta avenida, "abrindo um período de recolha de contributos de não menos 30 dias, devendo ser realizado e publicado um relatório com a análise dos contributos recolhidos".

Numa publicação na rede social 'Twitter', em 30 de março, Carlos Moedas disse que, depois de ouvir várias opiniões e avaliar diferentes soluções, percebeu que "retirar totalmente a ciclovia não seria a melhor opção transitória".

"O que vamos fazer no imediato? Retirar a ciclovia do sentido ascendente e colocar duas faixas para automóveis. Colocar toda a ciclovia no sentido descendente. O que é que isto vai permitir? Que o trânsito escoe da cidade com maior fluxo e permite também que todos os utilizadores da ciclovia continuem a percorrer a avenida", acrescentou o presidente da câmara, referindo que o município está também a trabalhar numa solução a longo prazo que irá mudar toda a Almirante Reis.

Leia Também: Livre propõe transformar Almirante Reis numa "verdadeira Av da Igualdade"

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