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Campanha mudou? "Pode-se admitir que todas as sondagens estejam erradas"

Francisco Louçã debruçou-se sobre as grandes mudanças de rumo que se verificaram nesta segunda semana de campanha eleitoral e admite mesmo: "Todas as sondagens" podem estar "erradas".

Campanha mudou? "Pode-se admitir que todas as sondagens estejam erradas"

O fundador e antigo coordenador do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, apontou esta sexta-feira as principais mudanças de rumo que ocorreram na campanha eleitoral e avisou que "todas as sondagens" podem estar "erradas" por não refletirem ainda estas mudanças, nem a tomada de posição dos indecisos.

No espaço habitual de comentário às sextas-feiras, na SIC Notícias, o bloquista defendeu que o Partido Socialista teve "cinco posições diferentes sobre a sua ambição" ao longo da campanha.

"Começou por pedir uma maioria, depois uma maioria absoluta (...). Em terceiro lugar, admitiu que poderia fazer um acordo com o PAN", referiu Louçã.

"A quarta posição passou a ser a partir de segunda-feira, na resposta à Catarina Martins, de poder falar com todos (...) e a quinta foi anunciada por Augusto Santos Silva, ao admitir um "acordo de cavalheiros" com o PSD", concluiu, referindo-se às declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros na quarta-feira, na CNN, que marcaram também os últimos dias de campanha.

"São cinco posições diferentes", sublinhou Francisco Louçã.

Nos outros partidos, o comentador referiu o "regresso de Jerónimo de Sousa" à campanha da CDU. "No Bloco de Esquerda, creio que a mudança mais importante foi o discurso de Catarina Martins sobre as contradições da vida social hoje e a proposta de um entendimento com uma reunião no dia 31", acrescentou à antena da SIC Notícias.

No Iniciativa Liberal, Louçã entende que "a novidade" foi ter "retirado uma proposta que tinha bastante peso entre os seus eleitores, que são os tais 30 anos de dívida pelo pagamento do curso universitário".

"Mas Cotrim de Figueiredo fez questão de dizer que mantinha a ideia e mantinha o projeto", referiu.

Ainda à direita, o fundador do BE apontou que "o Chega perdeu capacidade de mobilização". "A possibilidade do Chega influenciar o PSD parece quase nula no imediato", apontou.

"Em contrapartida, a IL parece condicionar mais as posições do PSD", acrescentou, justificando que em áreas como a TAP e o SNS "parece haver muita proximidade" entre os dois partidos".

O antigo coordenador do Bloco reconhece que todas as sondagens apontam para uma diferença de poucos pontos percentuais entre os dois maiores partidos, mas alertou que "com uma mudança tão grande no panorama eleitoral na última semana", as sondagens recolhidas até aqui "podem não registar as mudanças fundamentais que ocorreram nestes dias".

"Pode-se admitir que todas as sondagens estejam erradas e que todas elas estejam razoavelmente longe da realidade, da decisão que é tomada quinta-feira, sexta, sábado", concluiu o comentador.

Leia Também: Chicão reage a sondagem que só lhe dá 1%: "É a sério ou a brincar?"

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