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Ainda bem que há "memória dos traumas" de governos da direita

O líder do PS regozijou-se hoje que ainda haja "memória dos traumas" de governos de direita para que esteja "bem viva" no dia das eleições, mostrando-se orgulhoso pelo trajeto do seu executivo e comprometendo-se a "fazer mais".

Ainda bem que há "memória dos traumas" de governos da direita
Notícias ao Minuto

19:08 - 24/01/22 por Lusa

Política Legislativas

António Costa assumiu estas posições no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), numa ação de campanha com jovens estudantes e investigadores, onde também participou o cabeça de lista do PS por este círculo eleitoral, o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira.

Depois de um investigador do IPB ter tomado a palavra para afirmar que ainda sofre "um bocadinho de stress pós-traumático" quando se lembra do "desinvestimento em ciência que houve na altura" do último Governo de direita em Portugal -- em referência ao executivo liderado por Pedro Passos Coelho entre 2011 e 2015 --, António Costa respondeu que o seu interlocutor tinha posto "o dedo numa ferida importante".

"Ainda bem que há memória desses traumas -- não estou a dizer ainda bem que houve esses traumas, estou a dizer ainda bem que há memória desses traumas -- para que essa memória esteja bem viva no próximo domingo [dia das eleições legislativas] e todos nos lembremos o que é que pode significar voltar a recuar", salientou.

Retomando uma narrativa que tem defendido durante a campanha -- designadamente que os portugueses devem escolher se querem continuar a avançar com o PS ou a recuar com o PSD -- o também primeiro-ministro explicou a razão pela qual os socialistas escolheram como um dos 'slogans' da sua campanha o lema "Continuar a avançar".

"Continuar porque temos orgulho do que fizemos, mas continuar porque sabemos também que ainda não fizemos tudo o que é necessário fazer e sabemos que há sobretudo mais espaço para fazer mais e mais caminho para continuar a avançar. E é isso que temos que continuar a fazer: é continuar a avançar e nunca, nunca, voltar a recuar", disse.

Durante a sessão, António Costa sublinhou que o "grande desafio do país" é "aumentar o seu potencial de crescimento", frisando que, para conseguir aumentá-lo é necessário "fazer mais".

"Temos, por um lado, de ter mais pessoas e sermos capazes de atrair pessoas de todo o mundo (...). Por outro lado, temos que ter a capacidade de ter pessoas que produzam valores, serviços e bens de maior valor acrescentado e, para isso, é fundamental o desenvolvimento de conhecimento e aplicar esse conhecimento aos produtos tradicionais", frisou.

Além disso, o secretário-geral do PS afirmou que é também necessário "desenvolver a parcela do território que menos desenvolvida está", abordando especificamente o exemplo local e salientando que é necessário explorar "o enorme potencial que está por aproveitar" na região transmontana.

Segundo Costa, o país habituou-se "erradamente" a "chamar interior" a Trás-os-Montes, salientando que é necessário, "de uma vez por todas", passar a reconhecer a sua "centralidade".

"Foi por isso, para termos esta nova visão da nossa própria geografia, que nós trabalhámos (...) com o Governo de Espanha para termos aprovado, há dois anos atrás, na Guarda [cimeira Ibérica] a primeira estratégia de desenvolvimento transfronteiriço que Portugal e Espanha alguma vez tinham apresentado", referiu.

António Costa reforçou que é necessário "vencer essa herança da história que era a fronteira ter sido um deserto de um lado e o outro porque era um campo de batalha", frisando que, "agora acabaram as batalhas" e Portugal e Espanha são aliados na NATO, parceiros na União Europeia e "amigos".

"E é, portanto, neste esforço conjunto que nós temos que trabalhar, e estamos a trabalhar, para, de uma vez por todas, termos aqui uma grande centralidade ibérica que ajuda a puxar pela economia do conjunto do país", frisou.

João Sobrinho Teixeira, antigo presidente do IPB, também interveio na sessão, seguindo a mesma linha que António Costa e apelando a uma mudança de mentalidade quando se aborda os territórios do interior.

"Nós não estamos no interior de Portugal, nós estamos no centro da península ibérica e é nesse conceito de centralidade ibérica e de região mais perto da Europa que nós temos, de facto, de nos afirmar", disse.

Leia Também: Costa em Bragança com apelos à mobilização na reta final da campanha

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