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BE ataca "mentira da direita" e promete defender trabalhadores

A responsável focou o seu discurso na precariedade que se faz sentir em Portugal, em todos os seus contornos.

BE ataca "mentira da direita" e promete defender trabalhadores
Notícias ao Minuto

17:10 - 22/01/22 por Daniela Filipe com Lusa

Política Bloco de Esquerda

Em campanha no Porto, Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), reforçou o compromisso do partido no que toca a precariedade em Portugal, em todas as suas formas e contornos.

“Estas eleições são sobre isso mesmo; se nos resignamos a esta ideia de que sonhar com um salário digno ou com uma carreira respeitada tem de ser igual a sonhar com emigrar”, lançou a bloquista, no seu discurso de campanha durante um comício no Porto.

A responsável assegurou que “temos, sim, de garantir as condições do salário digno da carreira digna em Portugal, e é sobre isso que lutamos”.

“Toda a gente tem o direito absoluto de circular pelo mundo, mas que não se tire a ninguém o direito de trabalhar e de ficar na terra onde nasceu, onde cresceu e onde quer ficar”, reforçou, mencionando ainda os vários contornos que a precariedade poderá tomar – desde o salário 30% mais baixo comparativamente ao dos funcionários com vínculo permanente, aos despedimentos de pessoas grávidas, que, em 2020, atingiram valores recorde.

“Contrato precário pode ter o que nome que tiver, mas significa sempre o mesmo: a precariedade da vida, o não saber como é o dia de amanhã, o não ter direito nenhum, nem mesmo o direito a ser mãe ou a ser pai”, rematou, atirando que “o recibo verde é só uma forma de assaltar o salário e o direito de quem trabalha, como as empresas de trabalho temporário”.

"A mentira da direita de que o que falta às gerações mais jovens para não viverem com o coração nas mãos, do contrato de trabalho que nunca chega ou do salário que nunca chega, depende do mérito ou da qualificação ou de ser um colaborador disponível, é só mesmo isso: uma mentira para o abuso, uma mentira para manter quem trabalha sem direitos, para manter quem trabalha sem salário e é contra a mentira que aqui estamos", afirmou, prometendo lutar "por um país com direitos".

Para Catarina Martins, "um estágio é um estágio" e depois deste "tem de vir um contrato de trabalho", criticando ainda o longo período experimental em vigor e os contratos a prazo sucessivos.

"Onde a direita quer a lei da selva é a força do Bloco de Esquerda que vai defender quem trabalha", prometeu, num claro apelo ao voto das gerações mais jovens e precárias.

O que falta em Portugal, segundo a líder do BE, "não é nem a qualificação das gerações mais jovens", nem "o mérito de quem trabalha e dá tudo no seu trabalho" e muito menos "empenho e vontade".

"O que falta sim é a lei do trabalho e a inspeção do trabalho que respeite todas as gerações e que não diga que os mais jovens são carne de canhão de uma economia de baixos salários que não dá perspetivas a ninguém", afirmou.

Catarina Martins lamentou que Portugal coloque "escolhas impossíveis quando condena os seus trabalhadores a contratos precários", defendendo a urgência de condições de trabalho dignas e também de salários dignos para evitar que as mais jovens gerações queiram emigrar.

A bloquista lamentou que "a maior parte dos recibos verdes seja tudo menos trabalho independente", assim como o recurso às empresas de trabalho temporário ou mesmo quem não tem sequer qualquer contrato como nas áreas do turismo e da restauração.

"Esta realidade tira horizonte, tira esperança", afirmou, criticando as "horas cada vez mais longas e o salário nem por isso maior".

Esta "realidade dura de abuso permanente sobre geração após geração não tem de ser assim", considerou a líder bloquista, defendendo que se trata de uma "escolha política".

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