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Teixeira dos Santos espera que eleições tragam "solução governativa"

O ex-ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos disse hoje à Lusa acreditar que sairá das eleições legislativas uma solução governativa que trará estabilidade para o país.

Teixeira dos Santos espera que eleições tragam "solução governativa"

"Espero bem que saia destas eleições uma solução de governação para o país, que traga um período de estabilidade, até porque o país precisa de facto dessa estabilidade. Tem grandes desafios pela frente e não pode adiá-los", afirmou em entrevista à Lusa.

Quando questionado se teme que o país enfrente um cenário de instabilidade que se refletisse em dificuldades em aprovar os próximos orçamentos do Estado, o ex-governante recusou tal cenário.

"Quero acreditar que isso não acontecerá. Nem faria sentido. Já teremos eleições antecipadas porque houve um Orçamento que não foi aprovado e não houve condições para o aprovar. Mal era que destas eleições resultasse uma situação política em que continuávamos a ter dificuldade em aprovar orçamentos", disse.

Para Teixeira dos Santos, "tal era um sinal de que não valeu a pena ter-se dissolvido a Assembleia e feito eleições antecipadas", defendendo que o país é o resultado de mais de 40 anos de um regime democrático "em que os principais partidos do centro, de facto, promoveram um conjunto de políticas públicas que são muito importantes".

"O país quer essas políticas", sublinhou, defendendo ser "importante que esses partidos, com as suas diferenças e com as suas estratégias políticas diferenciadas, sejam capazes de se entender quanto a um conjunto de aspectos que devem ser fundamentais preservar" no domínio das políticas públicas.

O antigo ministro considera que tal permite ao país perceber "que governe um ou governe outro, há coisas com que pode contar no futuro".

Quando questionado sobre se uma solução de bloco central seria desejável para a estabilidade, Teixeira dos Santos disse não querer "discutir soluções concretas de governação", considerando que "isso compete aos partidos".

No entanto, "não tem que ser um governo central como já tivemos no passado em que os dois partidos têm que se entender para ter um governo. Não tem que ser esse figurino", frisou.

"Quero acima de tudo acreditar na responsabilidade da nossa classe política em responder aos desafios que o país tem e encontrar soluções. É com esse sentido de responsabilidade que devem encontrar soluções, preservando as suas diferenças que são muito importantes", vincou.

Salientou ainda que "os portugueses também têm que ter a perceção de que há alternativas a escolher e que podem escolher", pelo que "os partidos têm aqui uma responsabilidade enorme".

"Acho que isto requer um sentido de liderança e de serviço ao país muito importante ", vincou.

Fernando Teixeira dos Santos foi ministro de Estado e das Finanças, entre 2005 e 2011, tendo sido o responsável pelo pedido de ajuda externa de Portugal aquando da crise económica e financeira. Entre diversos cargos, entre 2000 e 2005, foi também presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), tendo sido entre 2016 e 2020 presidente da Comissão Executiva do Eurobic.

Leia Também: Teixeira dos Santos. "O que está mal é gastar mais do aquilo que temos"

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