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CDS Porto entre o otimismo e a busca de uma solução para o partido

O CDS deve apostar nos maiores círculos eleitorais, mas no caso de um mau resultado o Porto está unido para ser solução embora haja otimismo para as eleições 30 de janeiro, revelaram hoje à Lusa figuras ligadas ao partido.

CDS Porto entre o otimismo e a busca de uma solução para o partido
Notícias ao Minuto

21:57 - 13/01/22 por Lusa

Política Legislativas

A conversa aconteceu durante o convívio que hoje reuniu em Vila Nova de Gaia o presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos com antigos deputados pelo círculo do Porto.

Adalberto Neiva, deputado do CDS na I, II e III legislatura defendeu que no atual quadro o partido tem feito uma campanha eleitoral com "uma estratégia afirmativa e a possível, pois infelizmente houve movimentações desinteressantes (...) que geraram perturbação e, por isso, era desnecessária", numa alusão ao combate que marcou o final de 2021 entre o eurodeputado Nuno Melo e o atual líder pela presidência do partido.

Questionado se o património histórico do Porto está pronto e unido para ser solução no partido caso venha a ser necessário, o antigo deputado foi perentório: "Francamente julgo que sim, e julgo também que os portuenses e o povo em geral vão ter a noção do que é a memória, o património e a pedra angular que o CDS constitui na história da democracia portuguesa. Tem de manifestar respeito e gratidão".

Afirmando haver "novos partidos que estão a perturbar a democracia portuguesa", frisou que o CDS "interpreta muito da alma e tradição portuguesa" ao contrário de "certos partidos que surgiram como tentativas de protagonismo pessoal".

"O PS, o PSD, o PCP e o CDS são os partidos da nossa tradição democrática, devem ser respeitados por isso. Tudo o que vem agora são explorações que consideramos dispensáveis", rematou.

António Lobo Xavier, deputado centrista na II, IV, VI e VII legislatura disse à Lusa perceber a necessidade do CDS enfatizar a sua mensagem na campanha eleitoral face às circunstâncias que fizeram nascer mais opções políticas à sua direita.

"O espaço à Direita, desde o fim da PAF, foi fatiado. Os novos partidos ganharam a dimensão que hoje vemos (...) aproveitando um espaço que foi deixado vazio e livre", recordou o analista para quem as "medidas da Iniciativa Liberal não resolvem nenhum problema de pobreza em Portugal" e o Chega surge como "uma rotura com os valores civilizacionais e fundamentais".

Neste cenário lembrou o peso do Porto no sistema eleitoral vigente no país e sublinhou a importância de o CDS "apostar essencialmente no Porto e em Lisboa, pois são as hipóteses mais seguras e onde deve ser mais combativo".

Filipa Correia Pinto, cabeça-de-lista do CDS pelo círculo do Porto, afirmou-se "confortável" por defender aquilo em que acredita, vincando que os centristas ocupam "um espaço político e apresentam uma proposta que não é substituível por nenhum outro partido".

Recusando-se a antecipar cenários de perda de votos e de deputados nas eleições de 30 de janeiro, ainda assim, afirmou que serão retiradas "todas as consequências dos resultados, sejam eles positivos ou negativos".

"Mas estou bastante otimista e com expectativas de que o resultado do CDS em geral e, em particular, no distrito do Porto, seja bom. Não tenho a menor dúvida que dado o peso eleitoral do círculo do Porto, o resultado que aqui obtivermos será sempre muito importante nas contas finais. É uma área que elege 40 dos 230 deputados", disse.

Leia Também: Presidente do CDS insiste no desdobramento das eleições em dois dias

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