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Bolieiro recusa "argumentos falaciosos" de líder do PS

O presidente do Governo dos Açores escreveu hoje ao líder do PS regional recusando os "argumentos falaciosos" usados a propósito da pandemia de covid-19 e lembrando ao antecessor que, "em tempo de guerra, não se limpam armas".

Bolieiro recusa "argumentos falaciosos" de líder do PS
Notícias ao Minuto

21:30 - 29/12/21 por Lusa

Política Açores

"Estamos atentos e temos total perceção do sentido de responsabilidade e da urgência na proteção da saúde pública. Mas também temos a consciência de que muita desta luta contra a pandemia tem tido sucesso porque temos a nossa população comprometida com as medidas adotadas pelo Governo. Tal compromisso é simbólico e muito pedagógico, pelo que não nos parece avisado que o coloquemos em causa com argumentos falaciosos", refere José Manuel Bolieiro, chefe do executivo de coligação PSD/CDS-PP/PPM, na missiva de resposta ao socialista Vasco Cordeiro.

Na carta, a que a Lusa teve acesso, o presidente do Governo Regional açoriano lembra o provérbio popular "que refere que, em tempo de guerra, não se limpam armas", disponibilizando-se para, "passado este tempo de emergência e de pico de número de casos", refletir e "fazer o possível balanço sobre o que ainda pode ser melhorado".

"A seu tempo", observa Bolieiro, depois de a Região ter superado, por dois dias consecutivos, o recorde de novos casos de covid-19 desde o início da pandemia, registando hoje 249 novas infeções e totalizando as 1.079 ativas.

Numa carta enviada a Bolieiro na terça-feira, o líder do PS/Açores e ex-presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, recomendou ao executivo um reforço da testagem e rastreio de casos covid-19 e a antecipação da vacinação de crianças para combater a subida de infeções no arquipélago.

Bolieiro alerta que "o Governo dos Açores, ao contrário do que vinha acontecendo, teve uma entidade altamente especializada e competente de aconselhamento no âmbito da pandemia, garantindo o melhor conhecimento científico disponível com vista à ação" do executivo.

"Não nos move a luta político-partidária, mas sim a proteção do nosso Povo", sublinha.

O presidente do executivo esclarece que "os Açores têm sido a região do país com maiores níveis de testagem", "sempre com o incentivo e impulso do Governo".

"No último mês em funções do anterior Governo liderado por si foram realizados 1,61 testes por 100 habitantes, tendo o atual executivo já atingido o valor de 3,12 por cada 100 habitantes", destaca o social-democrata.

Por outro lado, "sem contar com testes realizados em farmácias e laboratórios, a Região tem realizado uma média de 3,3 testes por habitante, enquanto a média nacional, contando com laboratórios em farmácias, é de 2,3 testes por habitante", assinala Bolieiro.

Quanto à "testagem regular decorrente da ação das autoridades de saúde locais", nos últimos dois dias foram realizados 3.120 testes nos Açores, refere o presidente do Governo.

"Só posso considerar como manifesta falta de conhecimento a sua afirmação de «persistente baixa capacidade de testagem que a Região tem evidenciado». A realidade é exatamente oposta à afirmação", observa.

Bolieiro garantiu ainda a Vasco Cordeiro que "todos os casos identificados nos Açores têm acompanhamento epidemiológico" e justificou a opção de proibir eventos na via pública permitindo-os em espaços fechados porque os primeiros "são de muito maior dificuldade de controlar".

O governante indica que já foram administradas, na região, mais de 408 mil doses de vacinas contra a covid-19 e que a antecipação da vacinação de crianças com menos de 12 anos, sugerida pelo líder do PS, "não teria qualquer influência no reinício das aulas".

"Os vacinados podem transmitir o vírus e as duas doses vacinais estão separadas entre seis a oito semanas, pelo que apenas a meio do segundo período existiria imunidade completa" das crianças entre os 05 e os 12 anos, se tivessem sido vacinadas durante o mês de dezembro.

"Nunca faltou nem faltará transparência e prestação de contas em todo este processo", assegura Bolieiro.

"Não aceitamos tendências para fugas aos factos e recurso à falácia. O Governo dos Açores ouviu os partidos políticos sempre que estiveram em causa alterações substanciais ao que estava instituído. Foi também nosso entender, para garantir a estabilidade e previsibilidade das medidas a adotar, construir uma matriz de risco e um sistema semafórico, pioneiros no país", descreve o presidente do Governo Regional.

Leia Também: Açores admite falta de recursos humanos nas recolhas para testagem

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