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"Não há razões para que o Governo não trate os portugueses como adultos"

Francisco Rodrigues dos Santos, presidente do CDS-PP, reagiu, esta quinta-feira, às medidas de combate à pandemia da Covid-19 reveladas pelo primeiro-ministro, António Costa. "Parece-me que o Governo, com esta campanha de medo, de terror, que ninguém compreende, com esta histeria que os dados não permitem concluir, está a fazer algo que é muito preocupante: a desviar atenções do que é essencial", assinalou.

"Não há razões para que o Governo não trate os portugueses como adultos"

Francisco Rodrigues dos Santos, presidente do CDS-PP, reagiu, esta quinta-feira, às medidas de combate à pandemia da Covid-19 reveladas pelo primeiro-ministro, António Costa, após a reunião do Conselho de Ministros. "Não seguimos nem acompanhamos esta campanha do medo que está a matar a nossa economia, uma vez que, se olharmos para o aumento do número de infetados, constatamos também que eles não têm um impacto preocupante no número de internamentos ou de mortes", começou por salientar o líder centrista.

Rodrigues dos Santos apontou, em seguida, a "forma exemplar" como decorreu o processo de vacinação no nosso país, "graças à extraordinária adesão dos portugueses". "A situação pandémica, por aquilo que nos é facultado, pelos dados objetivos, está manifestamente controlada, pelo que nós não encontramos razões para que o Governo não trate os portugueses como adultos responsáveis, capazes de adotar os comportamentos seguros nesta altura", destacou também. 

Já sobre a vacinação, o centrista vincou que "continuamos a apostar" nesta como a "cláusula de salvaguarda que nos permite ter uma vida em liberdade".

Rodrigues dos Santos considerou ainda que as medidas para travar a Covid hoje dadas a conhecer "vão afetar a economia", uma vez que "implicam, desde logo, sobre o consumo, um conjunto de comportamentos que restringem o acesso, por exemplo, à restauração, aos bares, às discotecas, e à vida normal das famílias, como nas escolas". 

Já quanto à 'semana de contenção' - de 2 a 9 de janeiro - o líder do CDS-PP foi taxativo: "Existirão encerramentos que penalizarão, essencialmente, os setores estratégicos da nossa economia que foram mais penalizados desde que a pandemia viu os primeiros dias e que o Governo começou a adotar medidas musculadas". 

Recordando que António Costa "em julho" disse que "logo que atingíssemos a imunidade de grupo haveria uma libertação total da nossa sociedade", mas, há uma semana, afirmou que "não podíamos viver à sombra da vacinação". "Isso é um péssimo estímulo que está a dar aos portugueses". 

"Parece-me que o Governo, com esta campanha de medo, de terror, que ninguém compreende, com esta histeria que os dados não permitem concluir, está a fazer algo que é muito preocupante: a desviar atenções do que é essencial", concluiu, frisando as demissões dos profissionais de saúde no Serviço Nacional de Saúde. 

O líder centrista falava à agência Lusa e à RTP à margem de uma conferência comemorativa do 25 de Novembro de 1975, na Amadora (distrito de Lisboa).

As novas medidas. Veja o documento apresentado hoje por António Costa

[Notícia atualizada às 19h53]

Leia Também: Máscaras, certificado digital e "semana de contenção". As novas regras

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