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Conversar com Rangel seria "mais simples". É "mais liberalizante" que Rio

O presidente da Iniciativa Liberal admitiu ser "mais simples" conversar com Paulo Rangel do que com Rui Rio sobre um entendimento de Governo, mas avisou que será preciso coragem porque em Portugal as reformas "não se farão sem dor".

Conversar com Rangel seria "mais simples". É "mais liberalizante" que Rio

"As políticas de Paulo Rangel - ele não gosta que eu lhe chame liberal - parecem-me mais liberalizantes. Do ponto de vista do início de conversa, parece-me mais simples", reconheceu João Cotrim de Figueiredo, em entrevista à agência Lusa.

O deputado liberal não deixou, porém, de manifestar "alguma simpatia pela postura austera e séria" de Rui Rio, embora considerando que nem sempre o tem conseguido demonstrar.

Mais do que protagonistas, para o líder da IL, é necessário "analisar a qualidade das propostas" e, ao mesmo tempo, "a credibilidade de as querer levar avante".

"Qualquer das grandes reformas que Portugal precisa de fazer, não se fará sem dor, não se fará sem um período de transição difícil. E portanto a coragem política e a capacidade de aguentar essa transição é absolutamente crucial para quem queira reformar efetivamente o país", avisou.

Cotrim de Figueiredo disponibilizou-se para se sentar com o futuro líder do PSD - Rio ou Rangel - sobre um entendimento de Governo, excluindo apenas o PS e os partidos à sua esquerda, bem como o Chega, mas alertou que chegar a um acordo depende, por um lado, "da sintonia de ideias com reflexos no programa" do executivo e, por outro, do peso eleitoral.

"Quero ver se à minha frente está alguém com coragem para aguentar aquilo que nunca será um período de transição fácil, fosse qual fosse a reforma que estivéssemos a tratar", enfatizou.

O deputado liberal reiterou que só está disponível para acordos pós-eleitorais e, mesmo assim, dependendo do resultado eleitoral.

"Vamos ter um bom resultado no dia 30 de janeiro. Com esse resultado vamos sentar-nos à mesa, esperemos que haja possibilidade de construir uma alternativa ao Partido Socialista, e em função da força que tivermos e do que estiver em cima da mesa, logo veremos o que isso significa em termos de entendimentos políticos. Mas uma coisa nunca faremos: é pôr exigências de cargos antes de sabermos sequer de é que estamos a falar", assegurou.

Cotrim de Figueiredo, que ainda não pensou em que pasta gostaria de ocupar se fosse para o Governo, considerou "bastante diferente ter 4% ou ter 8%" nas legislativas antecipadas de 30 de janeiro

"Só podemos sentar-nos a uma mesa de negociações com a noção do peso eleitoral que temos", concluiu

A Iniciativa Liberal vai realizar a sua convenção nos dias 11 e 12 de dezembro e até ao momento João Cotrim de Figueiredo é o único candidato.

Leia Também: Rio diz que maioria absoluta é difícil e todos têm de ter governabilidade

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