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Rangel, Marques Mendes e Portas juntam-se no apoio a Moedas em Lisboa

O eurodeputado Paulo Rangel, o antigo líder do PSD Luís Marques Mendes e o ex-presidente do CDS-PP Paulo Portas apoiaram hoje o candidato Carlos Moedas à presidência da Câmara de Lisboa, manifestando "confiança" na vitória nas eleições.

Rangel, Marques Mendes e Portas juntam-se no apoio a Moedas em Lisboa
Notícias ao Minuto

07:09 - 24/09/21 por Lusa

Política Autárquicas

Sem a presença dos atuais líderes partidários do PSD e do CDS-PP no comício de encerramento da campanha da coligação "Novos Tempos" à Câmara de Lisboa, que junta PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança, o eurodeputado social-democrata Paulo Rangel subiu ao palco do Centro de Congressos de Lisboa para um discurso de elogios ao cabeça de lista Carlos Moedas, "que é um homem em que não há ponta de arrogância, nem de sobranceria, há total identidade com todos", e de ataque ao seu principal adversário nas eleições de domingo e atual presidente do executivo, o socialista Fernando Medina.

Rangel destacou o perfil cosmopolita de Moedas, assim como a capacidade de "criar um laço intenso com as pessoas", no sentido de mudar o rumo da capital portuguesa, e acusou Fernando Medina e ter feito uma "gestão de controlo" e de "ameaça e pressão".

Considerando que existe uma "repetição de padrões" do que se vê no Governo do PS e da geringonça com o que acontece atualmente na Câmara de Lisboa, Rangel acusou o socialista Fernando Medina de transformar a autarquia da capital numa simples direção-geral: "ele é um diretor-geral, ele não é um presidente da Câmara".

Também a intervir no palco para cerca de três centenas de apoiantes da PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança, o antigo líder do PSD Luís Marques Mendes começou por desabafar: "eu não vou votar nele, porque não voto em Lisboa, mas tenho uma pena de não votar no Carlos Moedas, por convicção, por entusiasmo, e porque acho que ele daria e dará um autarca excelente".

Marques Mendes realçou a coragem e competência de Moedas, indicando que o candidato social-democrata trocou "um grande lugar de administrador da Fundação Gulbenkian" por "um desafio de serviço público", com a candidatura à Câmara de Lisboa, considerando que "pouca gente" o faria.

Lembrando o caso da partilha de dados de ativistas à embaixada da Rússia, Marques Mendes descreveu "uma câmara completamente ao deus-dará, sem rumo e em completa autogestão" e defendeu que Moedas "vai ser aquilo que se impõe de um autarca [...] vai ser um representante das populações no município e a bater o pé quando for necessário, com exigência junto do Governo e do poder central".

"A alternativa, neste momento, só há uma, Carlos Moedas e mais nenhuma", concluiu Marques Mendes, referindo que "Novos Tempos" é "um voto útil" para mudar Lisboa e "um voto que não seja no Carlos Moedas acaba por ser favorecer o adversário".

Ainda que não tenha discursado no palco, o antigo presidente do CDS-PP Paulo Portas fez questão de marcar presença, como "um gesto de amizade e simpatia por Carlos Moedas", que considera "uma pessoa muitíssimo trabalhadora" e que consegue "respeitar as tradições de Lisboa e ser capaz de abrir Lisboa mais ao mundo".

Em declarações aos jornalistas, Portas escusou-se a comentar a ausência dos lideres partidários e interpretou como "absolutamente normal" a presença de Rangel, sem associar isso ao que poderá vir a acontecer no PSD: "isso já não é comigo".

"Tenho bastante confiança no Carlos Moedas", frisou o centrista, chamando à atenção dos eleitores que, "por lei, em eleições autárquicas não há geringonças", pelo que "quem tem mais um voto é presidente".

Concorrem à presidência da Câmara de Lisboa, no domingo, Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), Beatriz Gomes Dias (BE), Bruno Horta Soares (IL), João Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Líber (movimento Somos Todos Lisboa).

Leia Também: Moedas certo da vitória em Lisboa deu "tudo por tudo" na corrida

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