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Em Alcácer houve beijos e abraços e Jerónimo ouviu sobre "circos"

O secretário-geral comunista acabou o dia de segunda-feira em Alcácer do Sal, território da CDU, aprendeu sobre a "aberração" da agregação das freguesias daquele concelho, o "circo" feito pela oposição e ainda houve tempo para beijos e abraços.

Em Alcácer houve beijos e abraços e Jerónimo ouviu sobre "circos"
Notícias ao Minuto

06:58 - 21/09/21 por Lusa

Política Autárquicas

Depois do bastião da CDU Santiago do Cacém, durante a tarde, Jerónimo de Sousa encerrou a campanha autárquica de segunda-feira em Alcácer do Sal, o segundo maior concelho do país em superfície.

A autarquia foi socialista durante oito anos, mas em 2013 a CDU recuperou-a. Há quatro anos, a coligação PCP/PEV voltou a vencer, desta vez por apenas 349 votos, de acordo com a informação disponibilizada pelo Ministério da Administração Interna.

No discurso do dirigente comunista o alvo das críticas foi o Governo, com promessas de que a CDU não seria "caixa de ressonância" do executivo PS e ainda um apelo para redobrar esforços nos momentos finais da batalha eleitoral.

Contudo, o diagnóstico do concelho chegou pelo presidente da União das Freguesias de Alcácer do Sal e Santa Susana e recandidato ao cargo, Arlindo Passos, que falou da questão da reposição das freguesias, que não aconteceu, disse, pela falta de vontade do PS na anterior legislatura.

Em 2013, as freguesias de Santa Maria do Castelo, Santiago e Santa Susana agregaram-se para criar uma freguesia única, com 916 quilómetros quadrados, a "maior aberração" feita no país naquele ano, sustentou Arlindo Passos.

A extensão da freguesia "é superior à ilha da Madeira, mas a ilha da Madeira tem dez municípios e 53 freguesias, esta é a grande diferença", acrescentou o autarca, salientando que "é mais fácil ir a Lisboa e regressar" do que percorrer as 21 localidades da freguesia de que é presidente.

Considerando que esta situação é incomportável -- a temática da agregação de freguesias é um dos pontos recorrentes nos discursos do secretário-geral do PCP -, o autarca referiu que, uma vez que teve de implementar essa medida, também queria ser o "desinstalador". Mas isso, acrescentou, só é possível com vontade do PS.

Já sobre a oposição, particularmente, dos socialistas, Arlindo Passos descreveu-a de um modo jocoso.

"A campanha da oposição que está a feita hoje em dia, quero pedir desculpa aos circos, mas isto parece-me mais um circo e uma palhaçada o que eles andam aí a fazer", sustentou, justificando com o que disse ser a falta de programa eleitoral e propostas concretas.

No final do comício, um grupo de pessoas com t-shirts azuis em apoio à CDU rodeou Jerónimo de Sousa para uma fotografia. Depois o secretário-geral comunista foi surpreendido com pedidos de abraços e beijos, a que acedeu, visivelmente contente.

Um e outro beijo, sempre de máscara, um aperto de mão e um abraço na pessoa seguinte. O curto caminho até ao carro foi atrasado pelo grupo que continuou em volta do dirigente do PCP. Quando entrou, algumas pessoas acenaram-lhe.

A Coligação Democrática Unitária (CDU) - composta pelo Partido Comunista Português (PCP), pelo Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) e pela Associação Intervenção Democrática - concorre a 305 câmaras nas eleições autárquicas de domingo.

Há quatro anos perdeu nove municípios para os socialistas e contabilizou o pior resultado em eleições autárquicas.

Leia Também: Rui Tavares defende convergência e adverte que falta dela já saiu caro

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