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IL ganhou "elasticidade" para a luta e renovou críticas em Lisboa

O candidato da Iniciativa Liberal (IL) à Câmara de Lisboa dividiu-se hoje entre várias atividades na Tapada das Necessidades, incluindo uma aula de ioga em busca de "elasticidade" para mudar o município no próximo mandato.

IL ganhou "elasticidade" para a luta e renovou críticas em Lisboa
Notícias ao Minuto

14:25 - 19/09/21 por Lusa

Política Autárquicas

Entre o ioga, uma sessão sobre pensamento liberal e uma visita guiada à Tapada das Necessidades, ouviram-se reparos sobre o processo de requalificação e concessão deste espaço, que está suspenso, e Bruno Horta Soares voltou a criticar as políticas de habitação do executivo socialista.

Sublinhando "o sentido de cidadania" que tem observado nas freguesias de Lisboa, Horta Soares deu como exemplo o caso da Estrela, em que um movimento de amigos da Tapada se opôs ao projeto de concessão decidido em 2016, o que, em sua opinião, "é uma mensagem extraordinária da cidadania e da ausência do escutar da câmara".

"Como é que se vai fazer qualquer coisa neste jardim sem que essas pessoas concordem, ou sem que entendam ou estejam envolvidas. Pelo que entendi, porque há uma petição com muitas assinaturas, é que este grupo de cidadãos não está de acordo. [...] Estas pessoas têm de ser envolvidas. Vai haver um conflito e isso não é saudável para o desenvolvimento da cidade", disse o cabeça de lista da IL.

O candidato liberal à junta da Estrela, Pedro Castro, lamentou o estado de degradação da Tapada das Necessidades e considerou que "nenhum sítio melhor do que este representa a transparência que a IL quer dar aos processos, quaisquer que sejam, envolvendo a câmara e a freguesia", enquanto o cabeça de lista para a Assembleia Municipal, Miguel Ferreira da Silva, defendeu que em 2016 "todos os partidos falharam" na fiscalização desta "ilegalidade".

"É um espaço que recolheu cerca de 12 mil assinaturas de pessoas como eu, que disseram: 'isto é importante para nós'. O processo inicial não foi formalmente correto. Perante a reação da sociedade civil, houve uma tentativa de corrigir o rumo que está a ser seguido, mas não sabemos exatamente o que vai acontecer a seguir às eleições", disse Pedro Castro, que defende a passagem deste espaço para a junta por que "a câmara não gere eficazmente".

O candidato propõe que Estrela seja "a primeira ecofreguesia liberal", o que significa, na dimensão ambiental, "proteger espaços como a Tapada das Necessidades", em termos de comércio, "ter noção de que junta é um agente económico e transformá-la numa estrutura sustentável, que dê o exemplo e ajude o comércio na transição ecológica", e, no que respeita às pessoas, por exemplo, enfrentar o problema do lixo, incentivar a separação e "disponibilizar composto orgânico, dando a possibilidade de se fazer compostagem de biorresíduos".

A propósito da sessão sobre pensamento liberal, Bruno Horta Soares defendeu uma sociedade com menos peso do Estado, criticou a carga fiscal, que considera ser a primeira barreira a quem quer inovar e, ao nível autárquico, defendeu que a câmara "saia da frente de quem quer mais, para que possa haver desenvolvimento, e não deixe ninguém para trás, que é essa a função social do Estado".

Nesse sentido, o candidato da IL criticou a "gestão de bairros sociais completamente desequilibrada, em que o valor de rendas cobradas, de 20 milhões, não chega para pagar o custo da Gebalis [empresa que gere os bairros municipais], que é de 30 milhões" e apontou "44 milhões de rendas em atraso, das quais 39 já passaram a imparidades", reafirmando , em relação à política de arrendamento acessível, que "o investimento em classe média é perfeitamente eleitoralista, é não focar naqueles que são os mais fracos, que provavelmente já não votam, e focar em bolhas de eleitores".

Nas eleições de dia 26, além de Bruno Horta Soares, concorrem à Câmara de Lisboa Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), Beatriz Gomes Dias (BE), João Ferreira (PCP), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Líber (movimento Somos Todos Lisboa).

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