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CDU quer um passe cultural municipal a custo simbólico em Lisboa

A CDU pretende criar um passe municipal cultural a preços simbólicos que permita aos habitantes de Lisboa o acesso aos espaços culturais municipais da cidade, afirmou hoje o candidato a presidente da Câmara pela coligação, João Ferreira.

CDU quer um passe cultural municipal a custo simbólico em Lisboa
Notícias ao Minuto

00:00 - 19/09/21 por Lusa

Política Autárquicas

Num "sunset" com a juventude da CDU, no miradouro de São Pedro de Alcântara, em Lisboa, o candidato criticou a política cultural do atual executivo, considerando que tem sido "uma política que se restringe à animação cultural, muito determinada por critérios de atratividade turística".

"Nós queremos criar um passe para a cultura, um passe de acesso a todos os equipamentos culturais municipais, de acesso a espetáculos, cinema e teatro, que possa, a preços simbólicos, assegurar ao longo do ano a frequência de todos estes espaços municipais", afirmou o candidato.

João Ferreira destacou ainda que a CDU pretende "assegurar a gratuitidade das galerias e museus [municipais], um pouco como já acontece com o Castelo de São Jorge", que é gratuito para quem vive em Lisboa.

O candidato criticou a concentração de equipamentos culturais no centro da cidade, quando existem muitos bairros e freguesias que não têm um equipamento cultural de referência, salientando que, apesar de todos os lisboetas terem direito à fruição cultural, atualmente apenas "uma minoria privilegiada" tem "de uma forma regular esse direito de acesso à criação e à fruição culturais".

"A maior parte da população não tem esse equipamento de referência e este é um primeiro objetivo da CDU. Criar, alargar a rede de equipamentos culturais municipais, de forma que em cada bairro, em cada zona da cidade, em cada freguesia, exista pelo menos esse equipamento cultural de referência, que pode ter múltiplas valências", sublinhou.

João Ferreira afirmou ainda que "é preciso cuidar dos agentes culturais", das coletividades, das associações, dos grupos, dos indivíduos, das companhias e de todo o "substrato" que alimenta qualquer política cultural, e a Câmara "tem de criar as condições para que ele possa existir e possa criar".

Perante os jovens apoiantes, João Ferreira lembrou ainda que a Câmara não tem um pelouro da juventude há cerca de duas décadas, considerando que este pelouro faria muita falta para assegurar, por exemplo, a construção de habitação focada nesta faixa etária.

"É o desafio que aqui vos deixo. Romper este ciclo", afirmou, reiterando que o executivo do PS, com o apoio do BE, não evoluiu na resolução dos problemas de habitação em Lisboa, "não por falta de recursos, mas por falta de vontade, de capacidade".

Além de João Ferreira, concorrem à Câmara de Lisboa o atual presidente, Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), Beatriz Gomes Dias (BE), Manuela Gonzaga (PAN), Bruno Horta Soares (IL), Tiago Matos Gomes (Volt Portugal), Nuno Graciano (Chega), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Liber (movimento Somos Todos Lisboa).

Leia Também: "É onde acaba a maioria absoluta do PS que começa a mudança em Lisboa"

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