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Moedas constata problemas de habitação e reitera prioridade na resposta

O cabeça de lista da coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança à Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, foi hoje interpelado por pessoas a viver numa carrinha funerária na freguesia lisboeta de Alcântara, numa ação de rua onde constatou os problemas da habitação.

Moedas constata problemas de habitação e reitera prioridade na resposta

"O senhor é da Câmara? Para darem casas às pessoas que estão a viver na rua não há ninguém. A Câmara não faz nada", disse uma das pessoas que se encontravam junto à carrinha funerária, estacionada num terreno no bairro social da Quinta do Jacinto, junto ao acesso para a ponte 25 de Abril, em Alcântara, e com sinais de vivência de pessoas no seu interior, inclusive um estendal de roupa.

"Não sou da Câmara, mas quero ser", respondeu o candidato da coligação Novos Tempos à presidência da Câmara de Lisboa.

A conversa ficou por aqui, porque as pessoas não quiseram expor a sua situação, inclusive devido à presença da comunicação social, mas Carlos Moedas disse querer voltar ao local para conhecer a história, por considerar que viver na rua no interior de uma carrinha "não se pode admitir numa capital europeia".

"Eu, que conheço bem as capitais europeias, posso dizer que este tipo de situações não existem no centro, no coração de uma cidade, como é aqui onde estamos em Alcântara", afirmou o ex-comissário europeu, em declarações aos jornalistas.

Admitindo compreender "a revolta de muitas pessoas", Carlos Moedas considerou que "é chocante" a falta de resposta da Câmara Municipal aos problemas dos lisboetas.

A ação de rua foi guiada pelo candidato da coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança a presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, Emanuel Proença, passou pelos cafés do bairro social da Quinta do Jacinto, onde cumprimentaram proprietários e fregueses, distribuindo folhetos, e terminou num prédio de propriedade municipal onde está instalado o restaurante Cantinho de Alcântara.

O proprietário deste restaurante, Manuel Martins, abriu a porta lateral do prédio, que está empenada, mas fechada a cadeado, para mostrar aos candidatos da coligação Novos Tempos a estrutura em ruína, com lixo acumulado e mau cheiro.

Na esplanada, Georgina Vicente, de 86 anos, uma das poucas moradoras do prédio, onde há quatro casas vazias, queixou-se da falta de condições de habitabilidade, com "tudo a cair e bicharada".

Priorizando a resposta ao problema da habitação, o cabeça de lista da coligação Novos Tempos à presidência da Câmara de Lisboa defendeu "uma aposta muito maior nos imóveis devolutos da Câmara", reabilitando-os para colocação no programa de renda acessível, em vez de investir só em megaprojetos como, por exemplo, as Torres do Restelo.

"Sabemos que há entre 3.000 e 4.000 edifícios devolutos entre os bairros municipais", apontou o ex-comissário europeu, referindo que a prioridade deve ser a requalificação destes imóveis.

Sobre as acusações do candidato do PS/Livre à presidência da Câmara de Lisboa e atual presidente do município, Fernando Medina, que disse que a coligação Novos Tempos não tem uma proposta credível para o problema da habitação, Carlos Moedas respondeu: "tive propostas muito concretas, é pena é ele estar lá há tantos anos e nunca ter feito nada".

"Aquilo que vimos foi 6.000 fogos que ele prometeu que não fez, vimos um urbanismo estagnado, vimos tudo isso e ele vir dizer que eu é que não tenho as propostas concretas, faz-me um leve sorriso hoje que estamos aqui a ver exatamente situações que ele nunca resolveu", declarou.

Concorrem à presidência da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (coligação PS/Livre) Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), Beatriz Gomes Dias (BE), Bruno Horta Soares (IL), João Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Graciano (Chega), Manuela Gonzaga (PAN), Tiago Matos Gomes (Volt), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Líber (movimento Somos Todos Lisboa).

As eleições autárquicas estão marcadas para 26 de setembro.

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