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Sampaio "dignificou a política" e "inspirou várias gerações de jovens"

A presidente do Grupo Parlamentar do PS destacou hoje a "inquietude serena" de Jorge Sampaio e considerou que o seu exemplo dignificou a política, tornando-a mais profunda e consequente, e inspirou várias gerações de jovens.

Sampaio "dignificou a política" e "inspirou várias gerações de jovens"
Notícias ao Minuto

16:35 - 15/09/21 por Lusa

Política Óbito/Sampaio

Ana Catarina Mendes falava na sessão plenária da Assembleia da República de homenagem ao antigo Presidente da República Jorge Sampaio, que morreu na sexta-feira, aos 81 anos.

No seu discurso, a presidente do Grupo Parlamentar do PS realçou, entre as características de Jorge Sampaio, "a sua inquietude serena, mas determinada, que o fez um homem extraordinário no plano cívico e político", assim como a serenidade "que lhe dava previsão na análise, prudência nos juízos, capacidade de fazer alianças, de obter compromissos, de construir consensos, de lançar pontes".

"A sua vida foi uma militância ativa pela liberdade, pela democracia e pelos direitos humanos. Pela sua atitude ética, pela sua exigência intelectual, pela sua seriedade política, pela sua fidelidade a causas, ideais e princípios, Jorge Sampaio foi uma personalidade ímpar, exemplar e inspiradora no Portugal democrático, moderno e cosmopolita que fomos construindo depois da revolução do 25 de Abril", sustentou Ana Catarina Mendes.

Na perspetiva da líder da bancada do PS, o antigo chefe de Estado e líder dos socialistas entre 1989 e 1992, "no confronto democrático, assumia sempre as qualidades e virtudes do seu estilo: A elegância, a modéstia, a cordialidade e a elevação". 

"O seu exemplo dignificou a política, tornando-a mais profunda e mais consequente. Inspirou várias gerações de jovens, em que me incluo, e que me levou a filiar no PS", disse.

Na sua intervenção, Ana Catarina Mendes procurou também salientar a "coragem" de Jorge Sampaio na luta estudantil contra o anterior regime, "contra a pobreza, e a falta de horizontes e de oportunidades".

"Um combate pela liberdade, pela dignidade de todos, pela justiça social, pelo fim do isolamento de Portugal. Assumiu, como advogado, a defesa intransigente e corajosa dos presos políticos e a luta pelos Direitos Humanos", afirmou.

Ana Catarina Mendes lembrou depois que Jorge Sampaio, além de ter sido secretário-geral dos socialistas, desempenhou antes funções de presidente do Grupo Parlamentar do PS, quando este partido foi liderado por Vítor Constâncio.

"Tenho, ao mesmo tempo, o orgulho e a humildade de, como líder parlamentar desta bancada, encontrar-me entre os que lhe sucederam, procurando honrar o seu legado no modo como exerço estas funções que um dia foram suas: Dignificando a Assembleia da República, aumentando a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas e aperfeiçoando sempre a nossa democracia. Jorge Sampaio era a antítese do populismo", frisou.

Ana Catarina Mendes referiu-se depois a Jorge Sampaio enquanto presidente da Câmara de Lisboa e como chefe de Estado entre 1996 e 2006.

Em Lisboa, de acordo com a líder da bancada socialista, pôs em marcha "uma visão moderna e cosmopolita e uma estratégia a longo prazo para a cidade", e na Presidência da República esteve "atento aos grandes objetivos de Portugal e aos problemas reais dos portugueses".

"Jorge Sampaio demonstrou ainda uma posição de grande inteligência ao afirmar a sua discordância da invasão do Iraque decidida na Cimeira das Lajes, mantendo a autonomia de Portugal e a defesa dos nossos interesses permanentes", apontou.

Ana Catarina Mendes considerou ainda que o antigo Presidente da República "recusou um país socialmente desigual" e que, após sair do Palácio de Belém, "manteve sempre a sua inquietude serena na luta contra a tuberculose, ou como alto representante na Aliança para o Diálogo das Civilizações da ONU, ou na criação da Plataforma para os Estudantes Sírios ou do grupo de Arraiolos".

"Sampaio foi igual a si mesmo, continuando a servir os que mais precisam", acrescentou.

Leia Também: "Não há portugueses dispensáveis", Sampaio evocado na Assembleia

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