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PAN quer "triplicar" salas de consumo vigiado de drogas em Lisboa

O PAN quer "duplicar, triplicar" as salas de consumo assistido e vigiado de drogas em Lisboa, disse hoje a candidata do partido à presidência do município nas eleições autárquicas de 26 de setembro, Manuela Gonzaga.

PAN quer "triplicar" salas de consumo vigiado de drogas em Lisboa
Notícias ao Minuto

13:58 - 15/09/21 por Lusa

Política Autárquicas

"Gostaríamos de ver esta resposta duplicada, triplicada. Temos situações em Lisboa muito graves", disse Manuela Gonzaga no final de uma visita à sala de consumo vigiado que começou a funcionar em maio passado na zona do Vale de Alcântara, nas imediações do antigo Casal Ventoso.

Considerando que há "outros pontos da cidade" onde "era muito urgente" instalar um equipamento destes, Manuela Gonzaga referiu, em concreto, a zona oriental de Lisboa.

O equipamento no Vale de Alcântara é a única sala para consumo de drogas, assistido e vigiado por profissionais de saúde (vulgarmente conhecidas como "salas de chuto"), que funciona num espaço fixo em Lisboa, e é, neste primeiro ano, um projeto-piloto que resultou da iniciativa da câmara municipal e está a ser gerido pela associação Ares do Pinhal, que se dedica à recuperação de toxicodependentes.

Em Lisboa há ainda uma unidade móvel para consumo vigiado de drogas, desde 2019, que é gerida pelo CAT - Centro de Atendimento a Toxicodependentes e pela organização Médicos do Mundo.

"O PAN apoia desde o início este tipo de equipamentos porque é exatamente as medidas que são precisas para agir naquilo a que nós chamamos fim de linha, que pode ser princípio de outro caminho", disse Manuela Gonzaga, depois de ter visto que, além das salas de consumo (fumado e injetado), o equipamento disponibiliza diversos serviços aos utentes, como um banco de roupas, banhos, cafetaria ou acompanhamento psicológico, assim como espaço onde permite a permanência de animais.

"O que nós encontramos aqui é um respeito profundo pela dignidade humana, pela vida humana e pela sacralidade da vida enquanto tal. E aqui começa-se no fim da linha e, como nós vimos e ouvimos, pode haver um caminho de regresso e pode sobretudo haver um caminho de grande dignidade", afirmou a candidata do PAN.

Manuela Gonzaga sublinhou a existência de um espaço para os animais num equipamento deste género, uma vez que "há muitas pessoas em situação de sem abrigo que não aceitam abrigos se não puderem levar os seus companheiros", considerando que viu hoje "uma resposta muito bem integrada" que "de facto" visa "a reabilitação".

A candidata considerou também que um equipamento destes "salvaguarda toda a sociedade", depois de ouvir os membros da associação Ares do Pinhal contarem como a comunidade das imediações se envolveu na atividade e no apoio a este centro, que conta com 651 utentes inscritos, sendo que, em média, 200 o frequentam diariamente e há cerca de 110 consumos por dia nas instalações.

Além de Manuela Gonzaga, concorrem à Câmara de Lisboa Fernando Medina (coligação PS/Livre), Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), João Ferreira (CDU), Beatriz Gomes Dias (BE), Bruno Horta Soares (IL), Tiago Matos Gomes (Volt Portugal), Nuno Graciano (Chega), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Liber (movimento Somos Todos Lisboa).

Leia Também: IL vê-se como "alternativa inevitável ao poder socialista"

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