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Moreira quer "vila urbana" social no antigo Hospital Joaquim Urbano

O candidato independente à Câmara do Porto Rui Moreira criticou hoje a demissão do Governo em matéria de respostas sociais para os sem-abrigo, revelando ser sua vontade criar uma "vila urbana" social no antigo Hospital Joaquim Urbano.

Moreira quer "vila urbana" social no antigo Hospital Joaquim Urbano
Notícias ao Minuto

13:30 - 15/09/21 por Lusa

Política Autárquicas

"Temos vindo a falar com o Centro Hospitalar [do Porto, proprietário antigo Hospital Joaquim Urbano] que nós gostaríamos de poder ficar com a totalidade deste terreno. Há muita parte que ainda não está ocupada e [gostaríamos de] ter aqui outras respostas fundamentais. Ter aqui, no fundo, se quisessem uma vila urbana em que tivéssemos esse tipo de respostas, [que] podia inclusivamente abranger famílias e os mais velhos", anunciou Rui Moreira numa visita ao Centro de Acolhimento Temporário Joaquim Urbano, criado pela Câmara do Porto, em 2017.

Reconhecendo que junto dos idosos os problemas são muitos, o presidente da Câmara do Porto que se candidata a um terceiro mandato considera que é necessária uma nova geração de políticas públicas que possam garantir que os cidadãos seniores "vivam o mais tempo possível independentes e não institucionalizados".

"Não é difícil imaginar isso aqui", disse.

Com uma capacidade instalada para 40 pessoas, o Centro de Acolhimento Temporário para pessoas em situação de sem-abrigo acolhe neste momento 33 utentes, uma resposta que, considerou Moreira, "devia ser dada pela Segurança Social".

Sublinhando que a resposta social devia ter também uma dimensão metropolitana, Rui Moreira defendeu a criação de uma rede de respostas, da qual, salientou, o "Estado não se pode demitir".

Em declarações aos jornalistas, o atual vereador da Coesão Social, Fernando Paulo, indicou que, de acordo com o último levantamento, estão identificados no Porto 520 pessoas em situação de sem-abrigo, 190 das quais a viver na rua. Em 2020, eram 560, das quais 140 a viver na rua.

Questionado sobre o que está a falhar na estratégia municipal, Fernando Paulo sublinhou que não é possível obrigar as pessoas a ingressar nestas respostas sociais.

Por seu turno, Rui Moreira salientou a necessidade de desmistificar a ideia de que estes espaços são "prisões", acrescentando que neste centro não há restrições ao acolhimento de pessoas em situação de sem-abrigo com animais de estimação, de casais ou com consumos ativos.

Nas instalações do Centro de Acolhimento Temporário Joaquim Urbano existe ainda, desde 2019, o segundo restaurante solidário da cidade do Porto que, revelou o movimento independente, em conjunto com os da Batalha e da Rua Passos Manuel, já disponibilizaram 170 mil refeições.

No mesmo local coexiste, desde 2020, o Centro de Emergência Covid-19, com capacidade para receber até 20 pessoas.

Concorrem à Câmara do Porto Rui Moreira (movimento independente Rui Moreira: Aqui há Porto -- apoiado por por IL, CDS-PP, Nós, Cidadãos! e MAIS), Tiago Barbosa Ribeiro (PS), Vladimiro Feliz (PSD), Ilda Figueiredo (CDU), Sérgio Aires (BE), Bebiana Cunha (PAN), António Fonseca (Chega), Diogo Araújo Dantas (PPM), André Eira (Volt Portugal), Bruno Rebelo (Ergue-te) e Diamantino Raposinho (Livre).

Leia Também: Candidatos ao Porto defendem necessidade de aproveitar fundos do PRR

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