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BE rejeita "vetos de gaveta" do Governo e quer discutir leis laborais

O dirigente bloquista Jorge Costa avisou hoje o Governo que o BE não aceita "vetos de gaveta" e terá que discutir legislação laboral paralelamente com o Orçamento do Estado para 2022, cuja negociação fará "em nome de mudanças estruturais".

BE rejeita "vetos de gaveta" do Governo e quer discutir leis laborais
Notícias ao Minuto

23:55 - 14/09/21 por Lusa

Política Jorge Costa

No primeiro comício do período oficial de campanha para as eleições autárquicas de 26 de setembro, que decorreu esta noite em Loures, distrito de Lisboa, o deputado e dirigente do BE Jorge Costa foi o primeiro a intervir, num discurso com recados e avisos ao Governo do PS sobre as negociações orçamentais.

"É em nome dessas mudanças estruturais que nós fazemos a discussão do Orçamento do Estado. Não aceitamos vetos de gaveta como aquele que o Governo quer impor dizendo que no Orçamento do Estado não discutiremos legislação laboral", afirmou.

Segundo Jorge Costa, com o Bloco de Esquerda, o executivo liderado por António Costa terá de discutir legislação laboral, esperando que os socialistas "sejam capazes de ouvir, de negociar alguma coisa sobre esse aspeto".

"Coisa que o Governo vem mostrando cada vez menos vontade de fazer. Ao contrário, é com toda a insistência que mantém e até agrava o abuso do período experimental", criticou.

Será sobre estas matérias que os bloquistas irão insistir nestas negociações orçamentais, depois de no último Orçamento do Estado terem votado contra o documento.

"Nós temos toda a abertura negocial e fomos totalmente claros no final da negociação do último Orçamento do Estado: não aceitamos que os anos passem, os orçamentos sucessivamente vão sendo aprovados e os governos vão continuando a sua existência sem que se dê ao país a perspetiva de mudanças estruturais, mudanças de justiça na economia, climática, social", declarou.

O BE, nas palavras de Jorge Costa, quer "mudanças que fiquem".

"O país agora pede outra coisa. Pede que a iniquidade no mundo do trabalho, a democracia que para à porta da empresa, que tenha uma resposta política, que a esquerda saiba ser esquerda e que se consiga finalmente trazer à lei laboral as normas que protegem quem trabalha. Não largamos essa bandeira, não largamos esse combate", comprometeu-se.

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