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Jerónimo de Sousa rejeita estar preocupado com o Chega no Alentejo

O secretário-geral do PCP rejeitou hoje estar preocupado com a presença do Chega no Alentejo, considerando que referências sobre essa possibilidade são um "manifesto exagero" e que o partido de André Ventura vive dessa atenção.

Jerónimo de Sousa rejeita estar preocupado com o Chega no Alentejo
Notícias ao Minuto

17:17 - 14/09/21 por Lusa

Política PCP

Interpelado pelos jornalistas à margem de uma declaração sobre a ferrovia, na estação de Beja, sobre a possibilidade de o partido de André Ventura poder conquistar presença autárquica naquela região, Jerónimo de Sousa considerou que isso é uma "não preocupação".

"Há um manifesto exagero em relação à referência sistemática a esta força [política]. Vive disso, não de iniciativa, não de proposta, não de resposta aos problemas concretos daqui, das regiões, dos concelhos, das pessoas", advogou o dirigente comunista, preferindo, por isso, concentrar atenções no PS, o partido que está no Governo e atualmente com a capacidade de decisão.

O secretário-geral do PCP iniciou o primeiro dia oficial de campanha autárquica no concelho de Moura, município que a CDU perdeu para os socialistas em 2017 e ao qual o presidente do Chega é candidato à assembleia municipal.

Durante a manhã, foram os candidatos da coligação à assembleia e câmara municipais de Moura a aludir à candidatura de André Ventura naquele município.

Sem referir diretamente o Chega, a candidata da CDU à Assembleia Municipal de Moura, Helena Costa Pais, uma das adversárias de André Ventura, fez críticas à opção feita pelo deputado de se candidatar a este concelho.

"Não permitiremos que o legítimo descontentamento seja aproveitado por aventureiros irresponsáveis, inconsequentes e preconceituosos, que nada conhecem da nossa terra e tampouco se importam com quem aqui pretende fazer a sua vida", comentou.

Já o candidato à liderança da autarquia pela CDU, André Linhas Roxas, imputou ao PS o aparecimento de populismos no concelho, justificando com promessas eleitorais não concretizadas, mas desvalorizou o aparecimento do Chega.

"O populismo não vem de agora, já cá está há muito tempo. O populismo e a demagogia no concelho de Moura têm um nome: é o Partido Socialista e o PS é o nosso principal adversário", sustentou André Linhas Roxas, o candidato que tem a tarefa de recuperar o município perdido há quatro anos para os socialistas.

Com um discurso totalmente centralizado no PS, o candidato da CDU advertiu que a candidatura do Chega ao concelho é uma distração, falando em "fantoches": "Não se distraiam com fantoches, porque esses só servem para isso, para distrair".

Apontando críticas à gestão socialista dos últimos quatro anos, o candidato da CDU disse que um concelho como este "não se gere pelo Facebook, não se gere no dia-a-dia, não se gere fazendo promessas em cima de promessas, como fazem o PS local e o PS nacional".

A Coligação Democrática Unitária (CDU) - composta pelo Partido Comunista Português (PCP), pelo Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) e pela Associação Intervenção Democrática - concorre a 305 câmaras nas eleições autárquicas de 26 de setembro.

Há quatro anos perdeu nove municípios para os socialistas e contabilizou o pior resultado neste ato eleitoral.

Leia Também: PS usa PRR como "cenoura" para lavar as mãos de investimentos do Governo

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