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Peritos vão propor fim das "restrições horárias". Deverá "ser aceite"

Luís Marques Mendes antecipou, este domingo, que na reunião do Infarmed os peritos vão propor ao Governo o fim das restrições de horário. A proposta "em princípio será aceite".

Peritos vão propor fim das "restrições horárias". Deverá "ser aceite"

As restrições de horário impostas pelo Governo para controlar a pandemia podem estar por dias. Luís Marques Mendes adiantou, na noite deste domingo, que "vai ser muito importante a reunião do Infarmed na próxima terça-feira" e as propostas dos especialistas trazem novidades. 

No habitual espaço de comentário na antena da SIC Notícias, o conselheiro de Estado revelou que os "peritos vão fazer uma proposta ao Governo, que em princípio será aceite". Esta proposta passa por "acabar as restrições horárias que existem neste momento".

"Não é com todas" as restrições, alertou, mas sim com as "horárias", como as que dizem respeito aos "restaurantes, aos espetáculos, nas lojas comerciais, no recolher obrigatório entre as 23h e as 5h00 da manhã". A alternativa, assegurou, irá passar pela aposta "cada vez mais na testagem e na vacinação, nos Certificados Covid". 

Outra questão sobre a qual os peritos que vão estar na reunião do Infarmed se têm debruçado diz respeito à aplicação de medidas com base na incidência dos concelhos. Ora, este domínio parece não reunir um consenso alargado: "Há quem entenda que a lógica de concelho a concelho não seja a adotar para o futuro. Mas aqui há opiniões diferentes. Vamos aguardar". 

Oura decisão importante que será tomada esta semana diz respeito à vacinação das crianças. A Direção-Geral da Daúde (DGS) "está dividida. Não há consenso. Há os que entendem que as crianças a partir dos 12 anos devem ser vacinadas, e a Task Force está preparada para isso se a decisão for essa, mas há os que entendem que não". 

O comentador da SIC disse ainda ter recebido várias questões em relação à vacina da Janssen e, não sendo especialista na área da saúde, entrou em contacto com a DGS, que assegurou que esta vacina "foi tão escrutinada como qualquer outra, teve o mesmo grau de exigência, é tão boa vacina como as outras. O facto de ser uma toma e as outras serem de duas não quer dizer que esta seja uma vacina de menos qualidade. A vacina da gripe também é só uma toma e é de qualidade".

Além disso, explicou, "Não há tantos dados da vacinação da Janssen como há de outras [vacinas] porque é mais recente no mercado".

Neste momento, não há nenhuma decisão sobre uma segunda toma da Janssen ou uma terceira dose nas outras vacinas 

Sobre um possível reforço da vacinação contra a Covid-19 no futuro, Luís Marques Mendes citou novamente a DGS, de acordo com a qual, "neste momento, não há nenhuma decisão sobre uma segunda toma da Janssen ou uma terceira dose nas outras vacinas". 

Convidado a comentar as declarações do Presidente da República deste domingo, de acordo com o qual os números da pandemia podem ser olhados com "esperança", Marques Mendes concorda que estes "apontam para alguma confiança, mas temos de ter cautela. Em Lisboa e no Algarve a situação já está em trajetória decrescente, outras regiões ainda estão com incidência a crescer, mas o ritmo abrandou. Julgo que a situação pode ser mais favorável nos próximos tempos". 

Leia Também: Marcelo apela à vacinação e vê esperança nos números da pandemia

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