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BE agradece contributo imprescindível de um "construtor do 25 de Abril"

O BE agradeceu hoje o "contributo imprescindível" de Otelo Saraiva de Carvalho na revolução que trouxe a liberdade a Portugal, considerando que foi um "construtor do 25 de Abril".

BE agradece contributo imprescindível de um "construtor do 25 de Abril"

"Otelo Saraiva de Carvalho foi um construtor do 25 de Abril, estratega da Revolução que trouxe ao país a Liberdade, pôs fim à guerra e à colonização e abriu a esperança de uma democracia política e social", pode ler-se numa nota do BE enviada à agência Lusa.

No momento da morte do capitão de Abril, "o Bloco de Esquerda agradece esse contributo imprescindível e endereça à família as mais sentidas condolências".

Já na rede social Twitter, a coordenadora bloquista, Catarina Martins, considerou que o Otelo Saraiva de Carvalho é "uma figura maior do que a sua própria história".

"Estratega do 25 de abril, será sempre lembrado como um dos libertadores de Portugal", elogiou.

Otelo Saraiva de Carvalho, militar e estratego do 25 de Abril de 1974, morreu hoje de madrugada aos 84 anos, no hospital militar.

Nascido em 31 de agosto de 1936 em Lourenço Marques, Moçambique, Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho teve uma carreira militar desde os anos 1960, fez uma comissão durante a guerra colonial na Guiné-Bissau, onde se cruzou com o general António de Spínola, até ao pós-25 de Abril de 1974.

No Movimento das Forças das Forças Armadas (MFA), que derrubou a ditadura de Salazar e Caetano, foi ele o encarregado de elaborar o plano de operações militares e, daí, ser conhecido como estratego do 25 de Abril.

Depois do 25 de Abril, foi comandante do COPCON, o Comando Operacional do Continente, durante o Processo Revolucionário em Curso (PREC), surgindo associado à chamada esquerda militar, mais radical, e foi candidato presidencial em 1976.

Na década de 1980, o seu nome surge associado às Forças Populares 25 de Abril (FP-25 de Abril), organização armada responsável por vários atentados e mortes, tendo sido condenado, em 1986, a 15 anos de prisão por associação terrorista. Em 1991, recebeu um indulto, tendo sido amnistiado anos depois.

Leia Também: Morreu o capitão de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho

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