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Adrião escreve carta aberta a Costa e pede mais uma vez que aceite debate

O dirigente socialista Daniel Adrião desafiou hoje, pela terceira vez, António Costa para um debate entre ambos, até quinta-feira, véspera do início da votação presencial das eleições diretas para o cargo de secretário-geral do PS.

Adrião escreve carta aberta a Costa e pede mais uma vez que aceite debate
Notícias ao Minuto

16:08 - 14/06/21 por Lusa

Política Daniel Adrião

Esta nova insistência de Daniel Adrião com o atual líder do PS e primeiro-ministro foi feita agora através de uma carta aberta, após a candidatura de António Costa já ter recusado por duas vezes a proposta para a realização de um frente-a-frente entre os dois candidatos ao cargo de secretário-geral, alegando indisponibilidade de agenda do chefe do executivo,

"Sucede que seria intelectualmente mais honesto que fosse invocada a verdadeira razão desta sistemática recusa: O facto de considerares que não tenho estatuto para debater contigo", refere Daniel Adrião na carta aberta dirigida a António Costa, à qual a agência Lusa teve acesso.

O dirigente socialista, que lidera uma tendência minoritária dentro da Comissão Política do PS com cerca de 15%, coloca a real questão por parte de António Costa nos seguintes termos: "Por que razão haveria um primeiro-ministro de debater com um simples militante de base?"

No entanto, segundo Daniel Adrião, "acontece que num partido de matriz republicana e socialista assumir essa explicação seria reconhecer que há no PS quem goze de um estatuto privilegiado em função das altas funções que desempenha no Estado, não podendo descer ao nível do simples militante de base".

"É justamente essa confusão entre primeiro-ministro e secretário-geral que me leva a defender na moção de estratégia Democracia Plena, que apresento ao XXIII Congresso Nacional, a não acumulação dessas funções. Não apenas porque elas resultam sempre em sacrifício do partido, porque as funções do Estado têm necessariamente prioridade, mas também porque geram uma promiscuidade entre o aparelho do Estado e o aparelho partidário, que não é saudável para o regime democrático", escreve o candidato.

Na carta aberta, Daniel Adrião defende depois que "o que está em disputa nestas eleições internas não é a escolha do candidato a primeiro-ministro".

"Esse foi o objetivo das primárias abertas, realizadas em setembro de 2014, um momento alto de participação democrática partidária, disputado entre ti e o António José Seguro, que ganhaste, mas a que infelizmente não deste continuidade. Nesta eleição o que está em causa é a disputa do cargo de secretário-geral e, nesse sentido, seria uma atitude de humildade democrática, que só te enobreceria, se despisses, por uma vez, as vestes de primeiro-ministro e aceitasses realizar um debate franco e leal, com um teu camarada de partido, que em circunstâncias muito difíceis e de enorme desigualdade, se dispôs a contribuir para que a pluralidade e a dialética democráticas, que estão no ADN do PS, não se apaguem durante a vigência da tua liderança", contrapõe Daniel Adrião.

"Lanço-te o desafio de, nos próximos dias, até dia 18, encontrares na tua agenda, uma dia e hora, para na tua condição de militante candidato a secretário-geral debateres com este outro militante candidato a secretário-geral, em pé de igualdade, como mandam as regras e as boas práticas democráticas, socialistas e republicanas", acrescenta.

As eleições diretas para o cargo de secretário-geral e para a eleição de delegados ao congresso começaram na passada sexta-feira por voto eletrónico, num universo eleitoral (militantes com quotas pagas, simpatizantes registados e maiores de 18 anos da JS) que a Comissão Organizadora do Congresso (COC) do PS estimou à agência Lusa ser na ordem dos 80 mil inscritos.

No entanto, logo após a divulgação deste universo de 80 mil pessoas com capacidade eleitoral, dirigentes socialistas de várias tendências asseguram à agência Lusa que o número real de inscritos real não ultrapassará os 62 mil.

Leia Também: PSD acusa PS e Governo de "falta de comparência" na reforma da justiça

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