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Mortágua ministra das Finanças? Só se "portugueses tivessem ensandecido"

Vital Moreira escreveu um texto a comentar a "gloriosa chegada" de Mariana Mortágua à liderança do Ministério das Finanças saída da imaginação de Francisco Louçã no Congresso do Bloco de Esquerda.

Mortágua ministra das Finanças? Só se "portugueses tivessem ensandecido"

A imaginação, protagonizada por Francisco Louçã, da "gloriosa chegada" de Mariana Mortágua à liderança do Ministério das Finanças "num futuro Governo integrado pelo Bloco [de Esquerda]" foi, nas palavras de Vital Moreira, o "episódio mais chamativo do congresso" do partido. Num texto publicado no blogue 'Causa Nossa', o político considerou ainda que "dessa estamos, obviamente, livres"

Para Vital Moreira, para que tal sucedesse "seria necessário que os portugueses e o PS tivessem ensandecido, a ponto de repetir a desastrosa experiência de Varoufakis na Grécia"

"Basta ter em conta as propostas financeiras do Bloco nos seus programas eleitorais e nas suas iniciativas parlamentares para ver que, com a pasta das Finanças nas suas mãos, os resultados só poderiam ser estes: aumento desmedido da despesa pública, aumento do défice orçamental e da dívida pública, aumento de impostos, fuga de capitais e do investimento estrangeiro e, no fim, crise económica e financeira", opinou ainda.

No mesmo texto, o também professor universitário considerou que "mesmo que, para mal dos nossos pecados, o Bloco alguma vez venha a entrar numa solução de Governo, a última pasta que lhe poderia ser confiada seria a das Finanças".

"Há soluções políticas que não precisamos de experimentar para rejeitar!", terminou. 

Recorde-se que o ex-coordenador bloquista Francisco Louçã sustentou, no passado sábado que, com Mariana Mortágua como ministra das Finanças, "o Estado não será um porquinho mealheiro para pagar aventuras" como o Novo Banco, considerando faltar um ministério que "defenda o povo".

"Quero dizer-vos uma certeza que tenho: quando a Mariana [Mortágua] for ministra das Finanças, o Estado não será um porquinho mealheiro para pagar aventuras como do Novo Banco. Dívidas de 500 milhões de euros não serão tratadas como traquinices garantidas por um palheiro ou uma mota de água", disse também o economista. 

Leia Também: Mariana Mortágua acusa PS de usar "a sua melhor artilharia" contra BE

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