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David Justino defende plano de recuperação das aprendizagens até 2030

O ex-ministro da Educação David Justino defendeu hoje que a recuperação de aprendizagens dos alunos perdidas durante a pandemia de covid-19 deveria ser feita ao longo desta década, criticando o Governo por desenhar um plano para dois anos.

David Justino defende plano de recuperação das aprendizagens até 2030
Notícias ao Minuto

18:18 - 13/05/21 por Lusa

Política PSD

"Não é possível recuperar em dois anos. Só se não fizermos mais nada", alertou hoje o vice-presidente do PSD David Justino, durante a conferência sobre "As aprendizagens no pós-pandemia: Desafios e Oportunidades", promovida pelo Grupo Parlamentar do PSD e pelo Conselho Estratégico Nacional (CEN). 

Para o vice-presidente do PSD, deveria pensar-se num "plano 2021/2030, para recuperar ao longo desta década", em vez do "Plano de Recuperação de Aprendizagens 21/23", que deverá ser anunciado em breve pelo Governo.

Também o orador convidado Alexandre Homem Cristo duvidou ser possível recuperar as aprendizagens os alunos do ensino obrigatório em apenas dois anos: "Quer dizer, se as ambições forem curtas, então pode ser", disse o presidente da associação sem fins lucrativos QIPP -- Smart Public Policy.

O analista de políticas públicas de educação lembrou um estudo realizado em 2020 na Holanda, que envolveu 350 mil alunos, e revelou que "oito semanas de 'lockdown' foi equivalente a oito semanas sem aulas".

E, em Portugal, "o que é que se perdeu?", questionou David Justino, defendendo que os professores sabem o que é preciso recuperar nas suas turmas, mas "a nível macro não se sabe".

David Justino e Alexandre Homem Cristo criticaram o estudo diagnóstico das aprendizagens feito pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) por não comparar os conhecimentos dos alunos antes e durante a pandemia.

Para Alexandre Homem Cristo, o IAVE poderia ter feito uma comparação com os conhecimentos demonstrados pelos alunos nas provas de aferição realizadas em anos anteriores, mas "o Governo optou por avaliar diferentes anos de ensino": As provas de aferição dirigem-se aos alunos do 2.º, 5.º e 8.º anos e o estudo do IAVE envolveu estudantes do 3.º, 6.º e 9º anos.

"Esta foi uma decisão política, não técnica, porque a encomenda que foi feita ao IAVE dizia especificamente que eram esses anos que deveriam ser avaliados", acusou Alexandre Homem Cristo.

Como resultado não se "ao certo em que medida essas aprendizagens foram perdidas", alertou David Justino, criticando a decisão do atual Ministério da Educação em ter acabado com os exames nacionais de final de ciclo.

"Este Governo mandou fora os instrumentos fundamentais para a monitorização daquilo que se aprende e não aprende", acusou David Justino: "Esta equipa e este ministro não gostam de exames. Não sei como conseguiram fazer a carreira, mas não gostam de exames. Eles orientam-se única e exclusivamente pelo senso comum. Gostam do Governo do senso comum", acusou

O diagnóstico e monitorização das aprendizagens "é fundamental", mas David Justino não espera que isso aconteça.

Também Adão Silva, presidente do grupo parlamentar do PSD, criticou o Governo e a equipa do Ministério da Educação, a quem acusou de ter "faltado muito sentido estratégico, muito sentido de construção do processo".

"O Governo deveria já ter montado uma estratégia para a recuperação deste buraco que se abriu das aprendizagens", disse Adão Silva, acrescentando que "agora há atrasos e desigualdades".

Alexandre Homem Cristo enumerou algumas das medidas que poderão ser postas em prática, como as "escolas de Verão", que permitiria aos alunos ter atividades lúdicas e desportivas, mas também alguma aprendizagem, ou protocolos com centros de estudo para receber os alunos mais carenciados durante o Verão.

Já sobre as tutorias, considera serem "de muito difícil implementação" devido ao seu custo e à necessidade de muitos meios humanos, assim como achou ser "má solução" a possibilidade de prolongar o ano letivo.

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