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Suzana Garcia? "Não acho que tenha um discurso próximo do Chega"

O presidente do PSD deixou vários elogios à candidata do partido à Câmara da Amadora e anunciou o líder da JSD como a escolha do partido para a corrida à Câmara de Oeiras. Ainda sobre as autárquicas, Rui Rio apontou como principal objetivo o "aumento substancial" da presença local do partido e garantiu que será exigente consigo na avaliação dos resultados eleitorais.

Suzana Garcia? "Não acho que tenha um discurso próximo do Chega"

Rui Rio, presidente do PSD, voltou, esta quarta-feira, a sair em defesa da controversa candidata do partido à Câmara Municipal da Amadora, Suzana Garcia.

Em declarações, no programa Grande Entrevista, da RTP, o dirigente social-democrata afastou a candidata de um tom mais próximo do Chega do que do PSD. 

"Não acho que tenha um discurso próximo do Chega. Acho que entrou na moda dizer isso", defendeu, sublinhando que esta ideia foi promovida pelo primeiro-ministro, quando este sabe que "está a mentir". 

Para sustentar a sua tese, Rui Rio recordou que, como já foi noticiado, Suzana Garcia foi "convidada pelo Chega duas vezes para exercer cargos políticos, em ambas as vezes disse que não e quando foi convidada pelo PSD disse que sim". 

O líder partidário denotou também que é necessário distinguir, no caso da antiga comentadora da TVI, o "estilo" do "pensamento". "Uma coisa é o estilo, outra é o pensamento e o que interessa aqui é o pensamento", defendeu. 

Apesar de admitir que até o nome de Suzana Garcia ter sido avançado nunca tinha observado o discurso da agora candidata, Rui Rio garantiu que antes de dar 'luz verde' foi averiguar as posições da comentadora "para tomar uma decisão sustentada".

"Tenho lido artigos seus muito bem escritos que demonstram uma bagagem cultural e capacidade de argumentação muito boa", elogiou, confessando também, contudo, que ainda não falou com a candidata. 

Sobre a polémica do uso da palavra exterminar, o dirigente admitiu que "não seria uma palavra que usaria", mas disse não acreditar que a intenção de Suzana Garcia fosse usar a palavra de uma forma relacionada com o peso pejorativo histórico da palavra. "A palavra é tão má que não acredito que ninguém no sec. XXI, em Portugal, utilize com esse sentido", acrescentou. 

Líder da JSD vai ser candidato a Oeiras contra Isaltino Morais

Confrontado por Vítor Gonçalves com a situação da Câmara de Oeiras, Rui Rio começou por lembrar que as estruturas locais tinham defendido que o PSD não deveria apresentar lista nenhuma e apoiar o atual presidente e antigo militante do PSD, Isaltino Morais, decisão agora contrariada pela Comissão Permanente do partido. 

"Decidimos que o PSD não poderia deixar de apresentar, pela primeira vez, um candidato no décimo maior concelho em termos populacionais e que, em termos económicos, está seguramente acima do décimo", justificou, revelando que a escolha pendeu para o líder da JSD, Alexandre Poço

Quanto à escolha do deputado de 28 anos, munícipe de Oeiras, o dirigente explicou-a como uma aposta "de futuro" numa eleição em que o partido tem de ter "uma presença honrosa".  

"A última coisa que sou é hipócrita: ganhar Oeiras a Isaltino Morais não é uma impossibilidade, mas é muito difícil (...) Vamos competir num patamar diferente, vamos dar uma solução de futuro a Oeiras", afirmou.

Autárquicas? "Podem ter a certeza que vou ser exigente comigo"

Ainda sobre a próxima corrida às urnas, Rui Rio admitiu que o seu lugar no partido está em jogo, mas que está em todas as eleições. No entanto, o dirigente admitiu que estas eleições são particularmente relevantes para o PSD e para si, enquanto presidente. 

"Eu próprio assumo a responsabilidade. Nós tivemos um resultado absolutamente desastroso em 2013 e em 2017. (...) Sempre assumi que as eleições autárquicas de 2021 são muito importantes para o país, mas que são especialmente importantes para o PSD, que tem vindo a perder implantação autárquica. O PSD é um grande partido se tiver uma grande implantação autárquica, não é se tiver muitos deputados, isso é depois", justificou. 

Atualmente com 98 Câmaras 'laranjas', o líder partidário defendeu que, nestas autárquicas, não é só preciso eleger presidentes de Câmara: "È preciso eleger muitos mais representantes do PSD". 

Assumindo ainda uma maior responsabilidade nestas eleições por ter experiência enquanto autarca, Rui Rio garantiu também que o principal objetivo deve passar pelo PSD atingir, no resultado global, um "aumento substancial" da sua presença autárquica, "independentemente da autarquia A ou B". 

Ainda sobre os resultados eleitorais das autárquicas, previstas para setembro ou outubro deste ano, o dirigente referiu que "haverá uma leitura política a fazer" e prometeu: "Podem ter a certeza que vou ser exigente comigo"

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