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"Partilhámos ideais e lutámos lado a lado por tantas causas"

O ex-secretário-geral do PS, António José Seguro, definiu hoje o antigo dirigente socialista Jorge Coelho como "um amigo muito querido", com caráter "lutador" e entusiasmo "contagiante", com quem partilhou ideais e lutou "lado a lado" por causas.

"Partilhámos ideais e lutámos lado a lado por tantas causas"
Notícias ao Minuto

22:06 - 07/04/21 por Lusa

Política Jorge Coelho

Jorge Coelho, natural de Mangualde, no distrito de Viseu, morreu hoje, aos 66 anos, na sequência de um ataque cardíaco fulminante, quando se encontrava na Figueira da Foz, distrito de Coimbra.

"É muito difícil acreditar que o Jorge Coelho morreu. As palavras atropelam-se neste buraco negro e gelado em que, de repente, caímos, atravessados pela dor da perda brutal", começa por referir António José Seguro na mensagem que enviou à agência Lusa.

O líder socialista entre 2011 e 2014, atual professor universitário, refere depois que com a morte de Jorge Coelho "partiu um amigo muito querido".

"Partilhámos ideais e lutámos lado a lado por tantas causas. O Jorge era um apaixonado pela vida. Saboreava-a como poucos e partilhava-a generosamente com os seus amigos", escreve António José Seguro, que desde 2014 está afastado da vida política ativa.

Para o anterior secretário-geral do PS, Jorge Coelho "era dotado de um caráter lutador e de um entusiasmo contagiante que marcou todas as funções partidárias e publicas que exerceu". "O seu gesto no fatídico março de 2001 mostrou publicamente a fibra de que era feito o Jorge Coelho. De repente, tudo é tão pouco. Fazes-nos falta, Jorge", observa António José Seguro, depois de fazer alusão à decisão de Jorge Coelho se demitir das funções de ministro do segundo executivo de António Guterres, em 2001, na sequência da tragédia da queda da ponte de Entre-os-Rios.

Jorge Coelho, a partir de 1992, com António Guterres na liderança do PS, foi secretário nacional para a organização, contribuindo para a vitória eleitoral dos socialistas nas legislativas de 1995.

Nos governos do PS chefiados por Guterres, entre 1995 e 2002, foi ministro Adjunto, da Administração Interna, da Presidência e do Equipamento Social.

Quando a ponte de Entre-os-Rios, sobre o rio Douro, colapsou na noite de 04 de março de 2001, provocando a morte de 59 pessoas, Jorge Coelho, então ministro do Equipamento, demitiu-se de imediato, afirmando que "a culpa não pode morrer solteira".

Leia Também: Carlos César enaltece frontalidade, clareza e bondade de Jorge Coelho

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