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Chega/Açores diz que eleição interna se deve a "divergências pessoais"

O presidente do Chega/Açores, Carlos Furtado, disse hoje que a eleição interna na estrutura se deve a "divergências pessoais" e não políticas e não rejeitou a possibilidade de passar a deputado independente caso não vença as eleições.

Chega/Açores diz que eleição interna se deve a "divergências pessoais"
Notícias ao Minuto

20:29 - 15/03/21 por Lusa

Política CHEGA

"Isso não é bem uma divergência. Aliás, se essa divergência existisse, sinceramente, não havia razão de construirmos um projeto juntos, porque obviamente tínhamos um projeto, fizemos um programa eleitoral comum", declarou Carlos Furtado à agência Lusa.

E acrescentou: "o assunto acabou por ser despoletado com a situação do RSI, mas a situação não começa aí, já existiam algumas divergências pessoais com o deputado José Pacheco, conheço-o há muitos anos, mas nos últimos tempos essa relação de amizade tem vindo a esfriar".

A crise regional no partido ficou visível com uma mensagem publicada numa página de uma rede social oficial por parte de José Pacheco contra o aumento de beneficiários de RSI verificado naquelas ilhas.

A publicação foi depois apagada pelo líder regional, Carlos Furtado, que escreveu que a direção regional do Chega e o próprio têm "a melhor atenção" aos problemas de "excesso RSI" e o "objetivo de se arranjar soluções eficazes, sendo que neste momento as responsabilidades", que lhes "são imputáveis, não permitem a crítica fácil e populista".

Segundo José Pacheco, o Chega deve assumir a sua "postura crítica" e não deve ficar "acomodado" nas críticas ao Governo Regional, apesar de o partido suportar o executivo liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro no parlamento açoriano.

Em resposta, Carlos Furtado salientou que a Assembleia Regional não é uma "sala de espetáculos", em que se fazem "discursos complicados" para "dar entender que não se vai aprovar" para depois "recuar na hora da votação".

Sobre a possibilidade de passar a deputado independente caso não vença as eleições internas, Carlos Furtado salientou que vai depender das "relações futuras na bancada" e do próprio resultado interno.

"Atualmente, eu não posso responder a esta situação porque há determinadas variáveis que podem determinar isso [passar a independente]", frisou.

O líder regional do Chega/Açores disse ainda que a estabilidade do Governo Regional, liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, está assegurada apesar da divisão no partido.

"A população terá de ficar tranquila porque, não obstante esse problema interno no Chega, essa situação não pode de forma nenhuma contagiar aquilo que foi o entendimento realizado no mês de Novembro", salientou.

Sobre o processo autárquico, Carlos Furtado disse que, consigo na liderança, o Chega/Açores vai ter um processo autárquico à "dimensão do partido".

"Se eu ganhar as eleições, não vamos desenvolver um projeto autárquico a concorrer em todos os concelhos, porque se faltar pessoas não vamos meter bonecos de presépio", apontou.

O líder do Chega/Açores, Carlos Furtado, demitiu-se do cargo no domingo após desentendimentos com o também deputado regional José Pacheco.

"Confirmo que o líder do Chega/Açores pediu a sua demissão e que concordou comigo na necessidade de uma clarificação eleitoral. Enquanto presidente eleito do partido, reunirei imediatamente a Direção Nacional, na chegada a Lisboa, para que, imediatamente, se desencadeie o processo eleitoral na Região Autónoma dos Açores", confirmou à Lusa o líder nacional, André Ventura.

O Chega é um dos partidos que suporta o Governo dos Açores, de coligação PSD/CDS/PPM, no parlamento regional.

Leia Também: Ventura saúda "chumbo" do Tribunal Constitucional sobre a eutanásia

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